Bad Bunny transforma intervalo do Super Bowl em celebração da cultura porto-riquenha
O show do cantor porto-riquenho Bad Bunny se tornou o grande assunto no dia seguinte ao Super Bowl, o maior evento esportivo anual dos Estados Unidos. O artista, oficialmente o mais escutado do planeta em 2025, levou um pedaço vibrante de Porto Rico para o palco do intervalo, em uma apresentação que misturou entretenimento de alto nível com uma forte mensagem cultural e política.
Um espetáculo repleto de símbolos nacionais
A performance de Bad Bunny, cujo nome real é Benito Martínez, foi uma verdadeira imersão na identidade porto-riquenha. A ilha caribenha, embora seja um território dos Estados Unidos, preserva uma cultura distinta e rica, e todos os seus elementos estiveram presentes no espetáculo.
- A paisagem tropical foi recriada no palco, transportando o público para o Caribe.
- Cenas do cotidiano, como trabalhadores em campos de cana-de-açúcar e senhores jogando dominó, foram representadas.
- O boxe, esporte muito popular em Porto Rico, teve seu momento de destaque.
- La Casita, a icônica casa rosa onde Bad Bunny costuma receber convidados, foi recriada, com a presença de celebridades como Pedro Pascal e Jessica Alba.
- Até um casamento real foi incluído na festa, adicionando um toque de autenticidade emocionante.
A única parte em inglês da apresentação foi a participação especial de Lady Gaga, que cantou em ritmo de salsa, dando um tempero latino até para o idioma estrangeiro. O local que guarda a cultura porto-riquenha há décadas em Nova York, o Caribbean Social Club, conhecido carinhosamente como Tonita, também foi homenageado. Bad Bunny, que frequentou o bar e o citou em suas músicas, não deixou de incluir a proprietária, dona Tonita, que lhe entregou uma bebida durante o show.
Reações mistas: celebração e controvérsia política
Enquanto os fãs porto-riquenhos e moradores de Seattle – que celebraram a vitória do Seattle Seahawks por 29 a 13 sobre o New England Patriots – ficaram entusiasmados, a apresentação gerou reações polarizadas no cenário político. O ex-presidente americano Donald Trump não poupou críticas, usando suas redes sociais para expressar descontentamento.
Trump escreveu: “Este show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível. Um dos piores de todos os tempos. É uma afronta à grandeza dos Estados Unidos e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência.” A declaração ocorre em um contexto onde o governo Trump promove uma agenda anti-imigração, tornando o espetáculo de Bad Bunny um recado político implícito sobre diversidade e inclusão.
Por outro lado, a performance foi exaltada por diversos artistas e personalidades. A cantora Jennifer Lopez e o ator Ben Stiller foram alguns dos que elogiaram publicamente Bad Bunny, com Lopez declarando: “Nós estamos todos com você esta noite.” O cantor, por sua vez, manteve o foco na unidade, citando todos os países das Américas, incluindo os Estados Unidos, e resumindo sua mensagem em uma frase escrita em uma bola de futebol americano: “Juntos, somos a América.” Sua única frase em inglês durante todo o show foi: “Deus abençoe a América.”
Impacto econômico e audiência monumental
O Super Bowl, além do espetáculo cultural, movimentou cifras astronômicas. A NFL gerou mais de US$ 17 bilhões em direitos de televisão, venda de ingressos e comercialização de produtos apenas no domingo (8). A audiência foi igualmente impressionante, com 234 milhões de pessoas em 190 países assistindo ao jogo e à apresentação de Bad Bunny pela televisão, consolidando o evento como um fenômeno global que vai além do esporte.
O show de Bad Bunny no Super Bowl de 2025 não foi apenas um entretenimento; foi uma declaração poderosa sobre identidade, cultura e unidade em um momento de divisões políticas. Ao celebrar a herança porto-riquenha em um palco tão grandioso, o artista reforçou a importância da diversidade e deixou uma marca indelével na história do maior evento esportivo americano.