Gal Costa (1945 – 2022) retorna aos holofotes com um álbum póstumo que será lançado nesta sexta-feira, 22 de maio. Intitulado Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves, o disco reúne 24 músicas captadas em um show realizado pela cantora em 22 de maio de 2003, em Salvador, Bahia, sua cidade natal. A obra chega ao mercado fonográfico pela parceria entre as gravadoras Biscoito Fino e MZA Music, com produção de Marco Mazzola e masterização de Carlos Freitas.
Um show de voz e violão
O espetáculo fez parte do projeto “Vozes do Brasil”, mencionado por Gal durante a apresentação como “Vozes da MPB”. Acompanhada apenas pelo violonista Luiz Meira, a artista apresentou um formato minimalista que destacou seu canto preciso e cristalino. O álbum inclui o roteiro completo do show, preservando as falas de Gal e a interação com o público.
Repertório diverso e emocionante
O disco abre com duas canções de Caetano Veloso: “Coraçãozinho” (1996), cantada a capella, e “Minha voz, minha vida” (1982). Em seguida, Gal mergulha no samba “Eu vim da Bahia” (Gilberto Gil, 1965) e em “Chega de saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), cantado em coro pelo público. O repertório mescla clássicos como “Azul” (Djavan), “Folhetim” (Chico Buarque), “Força estranha” (Caetano Veloso) e “Vapor barato” (Jards Macalé e Waly Salomão) com faixas menos associadas à cantora, como “Epitáfio” (Titãs) e “Olha” (Roberto e Erasmo Carlos).
Uma das faixas inéditas na discografia de Gal é “Mulher eu sei” (Chico César, 1995), já lançada como single. O show também inclui sambas de Ary Barroso, como “Camisa amarela” e “Aquarela do Brasil”, além de “É luxo só” (Ary Barroso e Luiz Peixoto).
Bis generoso
No bis, Gal atendeu ao público cantando “Socorro” (Arnaldo Antunes e Alice Ruiz) e “Sábado em Copacabana” (Dorival Caymmi e Carlos Guinle), que gravaria no ano seguinte no álbum Todas as coisas e eu. O encerramento ficou por conta de “Amor em paz” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), standard da bossa nova que a cantora ouvia na adolescência na voz de João Gilberto.
O álbum póstumo eterniza a voz luminosa de Gal Costa, que, mesmo ausente, continua a irradiar paz e luz através de sua arte imortal.



