Além de Bad Bunny: Como os astros da música se posicionam sobre Donald Trump
Nas últimas semanas, o porto-riquenho Bad Bunny emergiu como uma das vozes mais contundentes contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante seu show no intervalo do Super Bowl, realizado no domingo, 8 de fevereiro, o cantor apresentou um manifesto vigoroso contra as políticas anti-imigratórias de Trump e a violência armada das forças do ICE, conhecidas por perseguir e capturar imigrantes indocumentados.
Considerado um dos artistas mais diretos em seus posicionamentos políticos, Bunny se junta a uma série de nomes da indústria musical que têm falado abertamente sobre o atual governo republicano. Entre apoiadores e opositores, o cenário revela uma divisão clara no mundo da música, refletindo as tensões políticas que permeiam a sociedade americana.
Artistas que apoiam Donald Trump
Kid Rock é um expoente do rock e do hip-hop que mantém uma amizade próxima com Trump desde antes de sua presidência. Ele abraça com entusiasmo causas da direita, como a defesa das armas e a luta contra o movimento 'woke'. Durante a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, o republicano ferrenho se apresentava em um show alternativo, promovido como um evento para os 'verdadeiros americanos'.
Nicki Minaj, rapper de origem latina, já gerava desconfiança durante a pandemia ao questionar as vacinas. Ela se tornou um símbolo cultural da direita ao desafiar artistas liberais e acusá-los até mesmo de satanismo, consolidando sua posição pró-Trump.
Carrie Underwood, estrela do gênero country nos Estados Unidos, também se destaca como uma das vozes aliadas a Trump. A cantora foi uma das figuras que cantou orgulhosamente na posse do republicano, demonstrando seu apoio público ao governo.
Artistas que se opõem a Donald Trump
Billie Eilish, aos 24 anos, fez coro com Bad Bunny na denúncia contra o ICE durante o Grammy. Além disso, a jovem cantora utiliza suas plataformas nas redes sociais para defender questões ambientais e direitos civis, posicionando-se claramente contra as políticas de Trump.
Beyoncé, um dos principais nomes do pop no país, fez campanha para a democrata Kamala Harris e já se posicionou a favor de causas condenadas por Trump, como o feminismo, os direitos LGBTQIA+ e o combate ao racismo. A cantora também participou de um comício dos democratas em 2024, reforçando sua oposição.
Bruce Springsteen, atento aos acontecimentos do país, foi rápido ao lançar a canção de protesto 'Streets of Minneapolis', em homenagem aos ativistas americanos mortos pela polícia imigratória. Sua música serve como um veículo de crítica às ações do governo Trump.
Taylor Swift chegou a lançar uma canção anti-Trump em 2020, denominada 'Only the Young'. Além disso, a cantora se destacou como um dos nomes que fizeram campanha para a adversária de Trump, a democrata Hillary Clinton, evidenciando seu alinhamento com as oposições.
Este panorama musical ilustra como as celebridades da indústria não apenas entretêm, mas também influenciam e refletem os debates políticos contemporâneos, com divisões que ecoam além dos palcos e estúdios.
