Moda 2026: Após o Terremoto de 2025, a Indústria Busca Maturidade e Coleções Duradouras
O ano de 2025 foi um período de grandes reviravoltas para a moda internacional, com estreias históricas, rupturas criativas e recomeços que deixaram o sistema em estado de alerta permanente. Agora, em 2026, a indústria respira fundo, apresentando menos ansiedade e mais intenção, com as semanas de moda servindo como termômetros do tempo, narrando histórias únicas em cada cidade.
O Novo Compasso da Moda: Menos Ruído, Mais Significado
Após o barulho intenso de 2025, que virou a indústria do avesso e trouxe mudanças significativas nas grandes maisons, 2026 começa com um foco renovado. As semanas de moda não são mais apenas um roteiro burocrático, mas sim um mapa de expectativas e ajustes finos, refletindo não apenas o que se veste, mas também como se consome, comunica e deseja.
Em 2026, a novidade não está apenas nos nomes recém-chegados às casas históricas, mas na maneira como cada cidade escolhe contar sua própria história, buscando maturidade após o impacto e coleções pensadas para durar mais do que um ciclo de likes.
Calendário Internacional: Um Panorama das Capitais da Moda
Milão abriu o ano com sua precisão industrial e sensualidade silenciosa, iniciando com desfiles masculinos de inverno em janeiro, seguidos pelo feminino em fevereiro, atentos ao equilíbrio entre tradição, alfaiataria afiada e experimentação controlada. O ciclo continua em junho com propostas masculinas de verão e se encerra em setembro com o feminino primavera/verão, onde movimentos mais ousados costumam ser revelados.
Paris, como sempre, dita o ritmo emocional da moda. Janeiro concentra a alta-costura, um momento simbólico onde o tempo desacelera e a roupa volta a ser obra. Em março, o outono/inverno feminino toma a cidade, apresentando narrativas, estreias e consolidações. No fim de setembro e início de outubro, a capital francesa encerra a temporada com a primavera/verão, tradicional palco de coleções memoráveis.
Outras Capitais Reforçam Seus Discursos
Copenhagen, no fim de janeiro, mantém sua posição como laboratório de sustentabilidade e design pragmático, onde o conceito pesa tanto quanto a estética. Nova York, em fevereiro, segue como espelho imediato do mercado e do street style, com desfiles pensados para dialogar com a vida real. Londres, logo depois, continua sendo território de experimentação, talento jovem e ideias que nem sempre querem agradar, mas que por isso importam.
No hemisfério sul, o calendário também se reorganiza. Rio de Janeiro assume, em abril, o espaço antes ocupado por São Paulo no segundo semestre, com a Rio Fashion Week surgindo como resposta a um momento onde moda, imagem, clima e cultura local se tornam ativos estratégicos, sinalizando o movimento do eixo criativo brasileiro.
Conclusão: A Moda Encontra Seu Compasso
Em 2026, as semanas de moda não prometem revoluções barulhentas como as do ano anterior. Em vez disso, anunciam maturidade, coleções mais duradouras e um sistema que tenta, aos poucos, se reconectar com o sentido de fazer roupa. Depois da agitação, vem o compasso, e é nele que a moda costuma dizer mais, refletindo um cenário global de intenção e equilíbrio.