Picanha brasileira brilha em ranking internacional de gastronomia
A picanha, um dos cortes de carne mais apreciados no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde o churrasco é uma tradição cultural, acaba de ganhar reconhecimento global. O prato ficou em 15º lugar na lista dos 100 melhores pratos do TasteAtlas 2025/2026, uma renomada enciclopédia gastronômica dos Estados Unidos que avalia sabores ao redor do mundo.
Costela bovina também se destaca no ranking
Além da picanha, outro corte querido dos gaúchos, a costela bovina, também apareceu na lista, ocupando a 35ª posição. Isso reforça a excelência da culinária brasileira, que vem conquistando paladares internacionais com suas técnicas únicas e ingredientes de qualidade.
Dicas de um mestre parrillero para preparar a picanha perfeita
Antonio Costaguta, conhecido como 'El Topador', CEO e mestre parrillero do Grupo Topador, além de apresentador do programa Tempo Bueno na RBS TV, compartilha suas expertise sobre como preparar a picanha de maneira impecável. Segundo ele, não existe uma forma certa ou errada, mas diferentes técnicas que resultam em texturas, sabores e modos de servir variados.
Como escolher a picanha ideal:
- Busque uma peça com gordura lisa, sem machucados e com até um dedo de espessura. Mais do que isso pode indicar excesso de gordura, fazendo o consumidor pagar a mais.
- Prefira carne com coloração vermelha viva, sinal de frescor.
- Verifique as informações da embalagem, como data de abate, validade, procedência e se é congelada ou resfriada.
- Fique atento à dica dos açougueiros: conte até a terceira veia na picanha. A partir daí, já é parte do coxão, e o consumidor pode acabar pagando por um corte mais caro sem necessidade.
Técnicas de preparo recomendadas:
- Cortar em medalhões: Faça medalhões de três dedos, resultando em quatro a cinco por picanha, e espete através da ponta, atravessando gordura e proteína.
- Assar inteira: Para iniciantes, espetar a carne inteira em fogo médio por cerca de 40 minutos, virando entre gordura e músculo, é uma opção simples e eficaz.
Temperos e dicas finais:
Costaguta libera o uso de temperos conforme o gosto pessoal, sugerindo pimenta-do-reino, molho barbecue ou chimichurri, que combinam bem com qualquer proteína. Ele enfatiza que o assador é o condutor da experiência, e a intuição é crucial. Com fogo envolvido, é essencial manter os sentidos aguçados para evitar que a carne passe do ponto. "O que define um churrasco, no conceito mais literal, é o fogo, a carne e o sal", conclui o especialista, destacando a simplicidade e a arte por trás dessa tradição culinária.



