Festa do Milho de Itapetininga celebra 40ª edição com tradição e solidariedade
Festa do Milho de Itapetininga atinge 40ª edição histórica

Festa do Milho de Itapetininga celebra quatro décadas de tradição e solidariedade

A cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo, consolida sua reputação como um verdadeiro paraíso gastronômico baseado no milho, com a Festa do Milho alcançando a marcante 40ª edição em janeiro de 2026. Este evento, que se encerra neste domingo (8), continua a encantar moradores e turistas na Paróquia São Roque, oferecendo uma experiência rica em sabores, música ao vivo e ações beneficentes.

Origens humildes e crescimento impressionante

Em entrevista ao g1, o padre Ivan Soares, responsável pela paróquia, revelou que a festa nasceu de forma despretensiosa ainda em 1986. Tudo começou quando o primeiro pároco, conhecido carinhosamente como Luizinho, começou a receber doações esporádicas de milho dos fiéis. "O pessoal do sítio começou a dar milho de forma esporádica e, aos poucos, isso foi aumentando e se tornando uma festa de fato", explica o religioso.

O evento ganhou proporções significativas após a igreja estabelecer laços de amizade com residentes do bairro do Moquém, localizado na zona rural de Itapetininga. Até os dias atuais, essa comunidade é responsável pela doação impressionante de 28 a 30 toneladas de milho por edição da festa. Curiosamente, os doadores mantêm-se anônimos, preservando uma tradição de quatro décadas.

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Estrutura voluntária e impacto cultural

A cada edição, aproximadamente 500 voluntários dedicam seu tempo e esforço para garantir o sucesso do evento. Em retribuição, recebem alimentação gratuita oferecida pela paróquia. Para o padre Ivan, a festa transcende o aspecto gastronômico, assumindo uma importância cultural profunda para a região.

"Tudo que envolve a festa é feito por pessoas da região de Itapetininga, fora que as pessoas vêm de diferentes cidades para aproveitar a festa", destaca. Em 2025, a celebração recebeu o reconhecimento oficial como patrimônio cultural imaterial e foi incorporada ao Calendário Nacional do Turismo, consolidando seu status nacional.

Destinação dos recursos e celebração especial

Os lucros gerados pela Festa do Milho são direcionados para diversas frentes de ação social e manutenção religiosa. "Entregamos cestas básicas, ajudamos os irmãos de rua e, às terças-feiras, acolhemos famílias e levamos elas à fazenda para serem acolhidas espiritualmente", afirma o padre. Os recursos também sustentam reformas da igreja e retiros, com foco principal nos movimentos pastorais.

A paróquia estima que cada edição atraia cerca de 18 mil participantes, com o evento ocorrendo duas vezes ao ano. Para comemorar a histórica 40ª edição, está programada uma corrida e caminhada no dia 16 de agosto, com a peculiaridade de permitir a participação de animais. As inscrições para essa atividade complementar ainda serão abertas.

O padre Ivan expressa profunda gratidão pela oportunidade de liderar esta tradição: "Estar à frente desta festa é como uma dádiva de Deus. Por trás de cada produto produzido existem pessoas de fé, com uma história de vida nem sempre fácil, mas sempre dispostos a ofertarem seus dons".

A Festa do Milho acontece na Paróquia São Roque, localizada na Rua Padre Carlos Regatieri, 71, na Vila Rio Branco, em Itapetininga, perpetuando uma tradição que alimenta tanto o corpo quanto a alma da comunidade.

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