Pepsi e Diageo retiram patrocínio do Wireless Festival após contratação de Kanye West
Pepsi e Diageo deixam festival após contratação de Kanye West

Pepsi encerra parceria histórica com festival após anúncio de Kanye West como atração principal

A Pepsi decidiu cancelar seu patrocínio ao Wireless Festival após o anúncio de Kanye West como principal atração do evento musical que acontece em Londres. Segundo informações da revista "Variety", a empresa anunciou neste domingo (5) que encerra uma parceria de mais de uma década com o festival, que era oficialmente conhecido como "Pepsi MAX Presents Wireless".

Comunicado não cita nominalmente o rapper, mas timing é revelador

De acordo com a publicação, o comunicado da Pepsi não menciona diretamente o nome do rapper, que agora usa o nome "Ye", mas foi divulgado horas depois do anúncio da contratação. "A Pepsi decidiu retirar seu patrocínio ao Wireless Festival", disse a empresa em um breve comunicado enviado a diversos veículos de imprensa britânicos.

O festival acontece em Londres durante os dias 10, 11 e 12 de julho, e a retirada da Pepsi representa uma significativa perda de apoio corporativo para o evento.

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Diageo também anuncia saída do festival horas depois

Horas depois da desistência da Pepsi, outro importante patrocinador, a Diageo, proprietária das marcas de bebidas alcoólicas Johnnie Walker e Captain Morgan, também anunciou sua saída do Wireless Festival. A decisão conjunta das duas grandes empresas evidencia a sensibilidade corporativa em relação à contratação do polêmico artista.

Primeiro-ministro britânico critica contratação e cita declarações antissemitas

A contratação de Kanye West também foi criticada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que relembrou os comentários antissemitas do rapper. "É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido contratado para se apresentar no Wireless Festival, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e de sua homenagem ao nazismo", disse Starmer em um comunicado ao jornal britânico "The Sun".

O líder político acrescentou: "O antissemitismo, em qualquer forma, é abominável e deve ser combatido com firmeza onde quer que apareça. Todos têm a responsabilidade de garantir que a Grã-Bretanha seja um lugar onde os judeus se sintam seguros."

Kanye West já havia pedido desculpas por apologia ao nazismo

No começo deste ano, o rapper publicou um anúncio no Wall Street Journal pedindo desculpas "a quem ele magoou" por fazer apologia ao nazismo. Segundo a "Vanity Fair", o anúncio foi pago pela marca dele, Yeezy.

No texto, o músico nega ser antissemita e diz que "perdeu o contato com a realidade". "Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu".

O músico se refere a uma série de declarações desde 2022, em que disse ter "amor" pelos nazistas e sua admiração por Adolf Hitler. No ano passado, ele começou a vender itens com suásticas e lançou uma música chamada "Heil Hitler", ações que geraram ampla condenação pública.

A decisão das empresas de retirar o patrocínio e as críticas do primeiro-ministro britânico destacam como figuras públicas e corporações estão respondendo ao histórico controverso do artista, mesmo após seus pedidos públicos de desculpas.

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