Neto de Deborah Colker morre aos 14 anos após batalha contra doença rara
O adolescente Theo Colker Assunção Fulgêncio, neto da renomada coreógrafa Deborah Colker, faleceu nesta segunda-feira (16) aos 14 anos de idade. Theo enfrentava há anos a epidermólise bolhosa, uma condição genética rara e não contagiosa que causa formação de bolhas e feridas na pele com o mínimo de atrito ou trauma.
Doença rara que inspirou arte
A luta de Theo contra a epidermólise bolhosa serviu de inspiração direta para o espetáculo "Cura", criado pela Companhia Deborah Colker. A doença, caracterizada pela fragilidade extrema da pele devido à falta de adesão entre as células da epiderme, transformou-se em tema artístico que sensibilizou plateias em todo o país.
Nesta terça-feira, o perfil oficial da Companhia Deborah Colker no Instagram publicou uma emocionante homenagem ao adolescente. "Nosso guerreiro, nosso herói!", dizia a legenda acompanhada de fotografias de Theo e imagens do espetáculo "Cura". Em outro trecho, a mensagem continuava: "Ao nosso guerreiro que se tornou LUZ".
Família engajada na conscientização
Theo era filho de Clara Colker, diretora do Centro de Movimento Deborah Colker, e do músico Peu, sendo também neto do consagrado músico Toni Platão. A família Colker dedicou-se intensamente à luta contra o preconceito relacionado à epidermólise bolhosa e outras doenças raras.
Em 2023, Deborah e seus familiares participaram do documentário "Viver é raro", disponível no Globoplay, onde compartilharam suas experiências e desafios. A trajetória de conscientização incluiu ainda um episódio marcante em 2013, quando Deborah e Theo enfrentaram dificuldades para embarcar em um voo comercial, caso que ganhou ampla repercussão nacional e destacou a necessidade de maior compreensão sobre condições de saúde especiais.
Mensagem de conscientização
No ano passado, durante o mês de outubro dedicado à conscientização sobre a epidermólise bolhosa, Deborah Colker gravou um vídeo emocionante para suas redes sociais. "É muito importante o diagnóstico e o conhecimento dessa mutação genética", afirmou a coreógrafa. "As pessoas que têm essa mutação são pessoas especiais e que a gente tem muito a aprender sobre a vida, sobre a ciência. O nome já diz, essas pessoas são raras, especiais. Então vamos prestar atenção, escutar o que elas têm a dizer e poder transformar a vida e cada um de nós com elas."
Homenagens das personalidades
Após a notícia do falecimento de Theo, diversas personalidades do meio artístico brasileiro manifestaram seu apoio e solidariedade à família Colker nas redes sociais. O ator Gregório Duvivier escreveu: "Deborah, muito amor pra você, Clara, Miguel, essa família toda tão querida e amada".
A atriz Carolina Dieckmann expressou: "todo o AMOR do mundoooooooo", enquanto a cantora Roberta Sá compartilhou: "Sinto muito. Todo amor do mundo ?". As manifestações de carinho demonstram o impacto que a história de Theo teve na comunidade artística e além.
A epidermólise bolhosa permanece como uma condição desafiadora que exige atenção médica especializada, compreensão social e políticas públicas adequadas. A trajetória de Theo Colker Assunção Fulgêncio, embora truncada pela doença, deixou um legado de conscientização e inspiração artística que continuará a reverberar.



