O cenário artístico brasileiro está de luto com a partida do ator Silvio Ferrari. A notícia de seu falecimento, ocorrido na sexta-feira, 16 de fevereiro, foi confirmada pela Associação dos Produtores de Teatro (APTR) através de um comunicado oficial divulgado no sábado, dia 17.
Uma carreira marcante nas artes cênicas
A APTR destacou, em sua nota, a relevante contribuição de Silvio Ferrari para o teatro e o audiovisual do país. A causa da morte não foi divulgada pela associação ou pela família, o que aumentou a comoção entre fãs e colegas.
Com uma trajetória diversificada, Ferrari brilhou em palcos e telas. No teatro, participou de sucessos como "Rádio Nacional", "O Abre Alas", "O Dia em que Raptaram o Papa" e "Marlene, as Pernas do Século", além de diversos musicais onde sua voz de baixo profundo era um destaque.
Presença inesquecível na televisão brasileira
Na televisão, o ator construiu personagens memoráveis que ficaram na história da dramaturgia nacional. Interpretou Helinho na novela "Roque Santeiro" (1985-86) e deu vida a Rubem na primeira versão de "Pantanal", em 1990.
Sua lista de trabalhos na TV é extensa e inclui participações em novelas como "A Vida da Gente" (2011) e "Pecado Capital" (1998). Ferrari também marcou presença em séries consagradas, tais como "Casos e Acasos", "Chiquinha Gonzaga", "Você Decide" e no programa "Linha Direta".
Homenagens e legado de um artista completo
A notícia do falecimento gerou uma onda de tristeza e homenagens nas redes sociais. Colegas de profissão lembraram não apenas do talento, mas também das qualidades humanas do ator.
Marcelo Saback se despediu com emoção: "Meu amado amigo Silvio Ferrari. Dividimos muitas alegrias nessa vida, não foi? Com muita cantoria e diversão... Que dia triste. Siga em paz, meu querido. Vá na luz, meu rei".
Bia Montez ressaltou suas características marcantes: "Nosso querido colega Silvio Ferrari nos deixou hoje. Ator de vários musicais, com sua voz de baixo profundo que sempre nos encantou e seu bom humor constante vai fazer falta. Vá em paz querido".
Outros depoimentos unânimes destacaram a elegância, a generosidade e o profissionalismo de Silvio Ferrari. A ausência do ator, cuja idade não era de conhecimento público, deixa uma lacuna profunda na classe artística brasileira. Sua dedicação ao longo das décadas solidificou um legado que continuará a inspirar futuras gerações.