João Gordo detido com drogas em aeroporto de Belo Horizonte
O cantor João Gordo, vocalista da banda Ratos de Porão, foi detido no último domingo (22) ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na região metropolitana da capital mineira. Os agentes de segurança encontraram em sua posse pequenas quantidades de haxixe e maconha durante a revista de rotina.
Após todos os procedimentos legais, incluindo a assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), o músico foi liberado. Em vídeo publicado em suas redes sociais, João Gordo minimizou o incidente: "Não aconteceu porra nenhuma. Fui preso com um grama de maconha. Os gambé [policial militar] foram até gente fina comigo, mas maior prejuízo perder voo, cansado".
Histórico de artistas com problemas por drogas
A trajetória da música brasileira e internacional está repleta de episódios onde artistas enfrentaram a polícia e a Justiça devido à posse de substâncias ilícitas. Relembramos abaixo alguns casos emblemáticos que marcaram a carreira de diversos músicos.
Gilberto Gil e a prisão em Florianópolis
Em 1976, o icônico cantor Gilberto Gil foi preso em Florianópolis após a polícia encontrar uma porção de maconha em seu quarto de hotel. "Não sou viciado, não gosto dessa ideia de vício. Realmente uso maconha", declarou o artista na época, conforme reportagem do jornal O Estado de São Paulo.
Na mesma ocasião, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso, que também estavam hospedados no local, tiveram seus aposentos revistados pelas autoridades. Gil, que estava na capital catarinense para uma apresentação, foi liberado temporariamente para realizar o show, mas foi detido novamente ao deixar o palco.
O cantor se declarou culpado e sua defesa conseguiu converter a prisão em internação para tratamento de dependência química. A Justiça aceitou o pedido e Gil cumpriu parte da pena no Rio de Janeiro, realizando atendimento ambulatorial no Sanatório Botafogo.
Paul McCartney e a detenção no Japão
O eterno Beatle Paul McCartney passou nove dias preso em Tóquio, no ano de 1980, após a descoberta de maconha em sua bagagem durante uma viagem ao país asiático. O músico britânico foi deportado imediatamente após o período de detenção, sendo obrigado a cancelar toda sua turnê programada no Japão.
Casos recentes no cenário musical
Hudson, da dupla Edson e Hudson: Em 2013, Udson Cadorini Silva foi detido em Limeira, interior de São Paulo, após uma denúncia anônima. A polícia encontrou em sua residência uma porção de maconha, duas armas e munição de uso restrito do Exército. O cantor alegou ser colecionador e apresentou toda a documentação necessária na delegacia.
Bruno Mars: O astro internacional foi preso em 2010 em Las Vegas, Estados Unidos, por posse de 2,6 gramas de cocaína dentro do Hard Rock Hotel & Casino. Mars se declarou culpado, pagou uma multa de US$ 2 mil e cumpriu 200 horas de serviços comunitários. O caso foi arquivado dois anos depois devido ao bom comportamento do artista.
Igor Kannário: Em 2015, o cantor dormiu uma noite na cadeia após ser flagrado com maconha. Ele estava acompanhado de João Pedro, integrante de sua banda na época, e ambos afirmaram que a droga era para consumo próprio, tendo sido entregue por um fã não identificado.
MC Guimê: O funkeiro foi detido em 2019 na zona leste de São Paulo com um cigarro de maconha artesanal no bolso. Um amigo que o acompanhava também foi preso com duas porções da droga e um dichavador. Anos antes, em 2016, Guimê já havia sido detido por porte de maconha a caminho de um show em Nova Lima, Minas Gerais.
Amy Winehouse: Durante uma passagem pela Noruega, a cantora britânica foi presa com uma pequena quantidade de maconha, junto com seu marido Blake Fielder-Civil e outro homem não identificado. Winehouse pagou uma multa de 349 libras e foi liberada, conforme reportagem do jornal The Guardian.
Arnaldo Antunes e Tony Bellotto: Em 1985, os integrantes da banda Titãs foram detidos por posse de drogas. Bellotto foi preso com heroína dentro de um táxi e afirmou que a substância pertencia a Arnaldo. A polícia foi até a residência do cantor, que entregou o restante da droga. Tony pagou fiança após uma noite detido, enquanto Arnaldo ficou 26 dias preso sob acusação de tráfico. Ambos foram condenados, mas cumpriram pena em regime aberto.
Orochi: O rapper foi detido em 2022 com quatro comprimidos de ecstasy, 22 gramas de haxixe e 10 gramas de maconha. Ele estava acompanhado de três pessoas, e todos foram liberados após assinarem termo circunstanciado por porte de entorpecentes para consumo próprio. Em 2019, Orochi já havia sido preso por porte de drogas e desacato à autoridade na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.



