Diogo Nogueira revela contato semanal com Paolla Oliveira e detalha carreira
Diogo Nogueira fala sobre Paolla Oliveira e carreira

Diogo Nogueira abre o jogo sobre relação com Paolla Oliveira e trajetória musical

Em uma entrevista reveladora ao g1 nesta quinta-feira (5), o cantor Diogo Nogueira falou abertamente sobre diversos aspectos de sua vida pessoal e profissional. Durante a conversa no programa g1 Ouviu, o sambista comentou sobre sua relação atual com a atriz Paolla Oliveira, com quem manteve um relacionamento de cinco anos, além de abordar temas como depressão, influência familiar e os vinte anos de carreira.

"Eu falo com ela semanalmente": a amizade que permanece

Um dos momentos mais aguardados da entrevista foi quando Diogo Nogueira falou sobre Paolla Oliveira. O cantor revelou que compôs a música "Flor de Caña" como presente de aniversário para a atriz durante seu relacionamento. "No dia do aniversário dela, eu disse que tinha um presente. Eu não comprei, eu fiz. Ela ficou com olho arregalado. Foi incrível", recordou com carinho.

Sobre a situação atual, Diogo foi categórico: "Eu falo com ela semanalmente. O casal não existe, mas o amor continua. Ainda me preocupo com ela. O amor se transformou em amizade". Ele ainda explicou que a homenagem no álbum "Infinito Samba" não significa desejo de reatar: "Uma homenagem que estou fazendo para uma pessoa que foi importante na minha trajetória, não estou pedindo para voltar. Isso é um desejo do público, não é nosso".

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Duas décadas de samba e superação

Diogo Nogueira fez um balanço emocionante de seus vinte anos de carreira, iniciados em 2006 com a gravação de um audiovisual. "A gente acaba aprendendo bastante com a vida, com as pessoas que passam na sua trajetória. Aprendi muito na estrada, fazendo shows", refletiu o artista.

Sobre seu primeiro álbum, "Diogo Nogueira Ao Vivo", gravado no teatro João Caetano no Rio de Janeiro, o cantor foi sincero: "Foi um dos mais vendidos da minha história. É um divisor de águas. Eu sou muito grato, mesmo não curtindo muito". Ele destacou como essa experiência serviu como importante aprendizado para sua evolução artística.

A sombra paterna e a depressão

O cantor abordou com profundidade dois temas sensíveis: a influência do pai João Nogueira e sua luta contra a depressão. Sobre o sambista, Diogo descreveu: "Meu pai era um cara muito rígido. Ele tinha os ideais dele. Era difícil convencê-lo a mudar. De um coração imenso, um grande pai".

Quanto à pressão de ser filho de uma lenda do samba, ele foi enfático: "Acho um absurdo certas comparações. Só o filho de alguém que já foi consagrado que não pode. Todo mundo pode. Eu nunca fiquei me preocupando com isso".

Sobre a depressão que enfrentou após uma lesão que encerrou sua carreira no futebol, Diogo compartilhou: "Eu tinha consciência que tinha uma certa idade para futebol. Era a última cartada que estava dando. Mas não esperava que logo depois tivesse uma depressão profunda. Eu superei isso de uma forma muito bonita porque foi praticamente sozinho. Eu resolvi sair desse lugar. Cuidei de mim para estar aqui onde estou hoje".

"Infinito Samba" e o futuro

O novo projeto "Infinito Samba" foi detalhado pelo artista, que revelou ter buscado inspiração em referências internacionais: "Fui a alguns shows da Broadway, em Nova York, para tentar trazer para o meu espetáculo e para o samba esse universo". A direção artística ficou a cargo de Rafael Dragaud, descrito por Diogo como "um gênio, ele tem uma sensibilidade, que entendeu desde o início tudo aquilo que eu queria".

O cantor também comentou sobre o cenário atual do samba e a ascensão do pagode: "O samba perdeu o espaço de estar na mídia e no mercado. Mas continua nos lugares onde ele sempre resistiu e sempre esteve: nos guetos". Ele citou nomes da nova geração como Mosquito, Inácio Rios e Marina Íris.

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Curiosamente, Diogo revelou que seu próprio filho demonstra interesse em seguir seus passos na música, mas impôs uma condição: "Ele é afinado, ainda tem uma voz imatura, muito jovem. Mas eu disse: Primeiro você me entrega o canudo [diploma], depois você pode fazer o que quiser da sua vida".

Legado e independência

Diogo Nogueira falou sobre sua decisão de seguir carreira independente após anos com gravadoras, aprendizado que tirou das dificuldades enfrentadas por seu pai: "Eu fiquei muitos anos com gravadora, mas, a partir do momento que eu vi que não estava sendo legal, eu fiz um acordo e resolvi fazer minha carreira independente. É mais difícil, mas consegue trabalhar de forma bacana".

Ele mencionou ainda a influência de grandes nomes como Alcione e Beth Carvalho, que sempre o aconselharam a "seguir estudando e ouvindo música". Sobre sua posição atual no mercado musical, Diogo finalizou com segurança: "Eu sempre recebi críticas e continuo recebendo. Eu não tenho que provar mais nada para ninguém. São 20 anos de carreira consolidada".

A entrevista completa está disponível em vídeo e podcast no g1, no YouTube, no TikTok e nas principais plataformas de áudio.