Ex-príncipe Andrew deixa mansão real em Windsor após novas revelações do caso Epstein
Andrew deixa mansão real após revelações do caso Epstein

Ex-príncipe Andrew abandona mansão real após revelações comprometedoras do caso Epstein

Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III do Reino Unido, deixou secretamente sua mansão na propriedade real de Windsor na noite de segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. A saída humilhante ocorreu após novas revelações sobre suas ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, incluindo fotos e e-mails que contradizem frontalmente sua versão oficial dos fatos.

Fuga noturna marca ponto baixo na trajetória do ex-membro da realeza

De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun, o ex-príncipe de 65 anos foi levado de carro do Royal Lodge, uma propriedade de 30 quartos onde morava desde 2003, para uma casa de campo em Sandringham, no leste da Inglaterra. A mudança ocorreu na calada da noite, em um claro movimento para evitar exposição pública.

"Com o último lote de arquivos de Epstein, ficou claro para ele que era hora de ir embora", revelou um amigo de Andrew ao periódico britânico. "A saída foi tão humilhante que ele optou por fazê-la às escondidas", completou a fonte, destacando o caráter vergonhoso do episódio.

Novos documentos aceleram processo de afastamento

Embora houvesse crescente pressão para que Andrew deixasse a mansão que foi seu lar por décadas, ele ainda nutria esperanças de adiar sua saída. No entanto, a revelação de novos documentos sobre o caso Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira, 30 de janeiro, tornou a situação completamente insustentável.

Os arquivos divulgados incluem elementos particularmente comprometedores:

  • Fotos que mostram Andrew ajoelhado ao lado de uma mulher deitada no chão, tocando sua barriga
  • Troca de mensagens entre Epstein e Andrew onde o criminoso tenta intermediar um encontro com uma jovem russa de 26 anos
  • Convite de Andrew para que Epstein visitasse o Palácio de Buckingham após a primeira condenação do financista

Contradições na versão oficial

Os novos documentos desmentem categoricamente a narrativa anterior apresentada por Andrew sobre seu relacionamento com Epstein. O ex-príncipe sempre afirmou ter cortado relações com o notório predador sexual após o veredito de 2008, mantendo apenas uma exceção para uma visita a Nova York em 2010, quando teriam encerrado oficialmente seu vínculo.

No entanto, os arquivos revelam que a dupla manteve contato regular por mais de dois anos após a condenação inicial de Epstein. Em uma troca de e-mails particularmente reveladora, ocorrida em 2010, Epstein escreve a Andrew sobre uma "amiga" com quem "talvez" gostasse de conversar, fornecendo detalhes sobre sua idade, nacionalidade e descrevendo-a como "bonita e inteligente".

Andrew respondeu que ficaria "encantado em vê-la", embora precisasse estar em Genebra, na Suíça, em parte do período sugerido. Os documentos não indicam se o encontro realmente ocorreu, mas a própria existência dessa comunicação já representa uma grave contradição em sua versão dos fatos.

Consequências acumuladas de um escândalo persistente

A saída do ex-príncipe de sua antiga mansão marca o mais recente ponto baixo em uma trajetória de declínio que começou em 2019, quando as primeiras informações sobre sua ligação com Epstein vieram a público. Desde então, Andrew enfrentou uma série de consequências:

  1. Afastamento completo da vida pública em 2019
  2. Remoção de seus títulos de nobreza pelo irmão, o rei Charles III, em outubro passado
  3. Pressão crescente para abandonar o Royal Lodge em Windsor
  4. Nova denúncia analisada pela Polícia do Vale do Tâmisa após os recentes documentos

Segundo uma fonte da realeza ouvida pela Reuters, Andrew ainda poderá retornar ocasionalmente a Windsor ao longo das próximas semanas, enquanto uma fase de transição é concluída. No entanto, especialistas em assuntos reais consideram este episódio como uma das medidas mais firmes já tomadas contra um membro da família real britânica em tempos recentes.

O caso continua a gerar repercussão internacional, com a imprensa britânica destacando não apenas as novas revelações, mas também o simbolismo da saída noturna do ex-príncipe de sua residência de décadas. A imagem de um carro deixando discretamente a entrada do Royal Lodge nas primeiras horas da manhã sintetiza o grau de queda experimentado por quem já foi considerado um dos membros mais próximos da coroa britânica.