Cerca de três meses após o irmão, o rei Charles III, ter ordenado a devolução do contrato de aluguel da residência ocupada em Windsor por muitos anos, o ex-príncipe Andrew deixou oficialmente a casa onde vivia há décadas. Esta medida foi tomada em conjunto com a retirada de todos os títulos reais, marcando um capítulo significativo na sua vida pós-escândalo.
Detalhes da mudança e nova residência
De acordo com a revista People, Andrew Mountbatten-Windsor deixou a mansão em Windsor Great Park na segunda-feira, 2 de fevereiro. Agora, ele deverá permanecer temporariamente em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, em Norfolk, antes de se mudar para outra residência próxima, que atualmente passa por reformas. A revista informa ainda que é provável que ocorram visitas ocasionais a Windsor nas próximas semanas, até que a mudança seja totalmente concluída, indicando um processo de transição gradual.
Novas alegações no caso Jeffrey Epstein
Vale lembrar que, recentemente, foram divulgadas fotografias nas quais Andrew Mountbatten-Windsor aparece ajoelhado sobre uma mulher, que está deitada de costas no chão, com os braços abertos. A People relata que essas novas informações sobre a mudança surgem em um momento em que vêm sendo revelados novos detalhes sobre o caso envolvendo Jeffrey Epstein.
A revista menciona a divulgação de novos arquivos e alegações que levaram as autoridades a avaliarem denúncias relacionadas a acontecimentos que teriam ocorrido no Royal Lodge em 2010. “Estamos cientes dos relatos sobre uma mulher que teria sido levada a um endereço em Windsor, em 2010, para fins sexuais. Estamos avaliando as informações de acordo com nossos procedimentos estabelecidos”, disseram as autoridades em comunicado, segundo a Sky News.
Reação das autoridades e alegações específicas
“Levamos todas as denúncias de crimes sexuais extremamente a sério e incentivamos qualquer pessoa com informações a se manifestar. Até o momento, essas alegações não foram relatadas à Polícia do Vale do Tâmisa, nem pelo advogado nem pela cliente”, acrescentaram. No entanto, um advogado que representa a mulher em questão disse à BBC, no dia 31 de janeiro, que sua cliente teria sido levada ao Reino Unido por Epstein em 2010 para manter relações sexuais com Andrew, no Royal Lodge, quando ela tinha pouco mais de 20 anos.
Ele afirmou ainda que, posteriormente, a mulher teria feito uma visita guiada ao Palácio de Buckingham. Esta teria sido a primeira mulher a alegar que teve um encontro com o ex-príncipe em uma residência real, elevando as implicações do caso para dentro dos muros da realeza britânica.
