Campeão mundial dispara críticas duras sobre nova geração de carros da Fórmula 1
O tetracampeão mundial Max Verstappen, piloto da Red Bull, não poupou palavras ao avaliar os novos carros da Fórmula 1 durante o segundo dia de testes oficiais no circuito de Sakhir, no Bahrein. O holandês de 28 anos, conhecido por sua franqueza característica, detonou o novo monoposto que estreará na temporada de 2026.
"Não é muito a Fórmula 1"
Em declarações à imprensa, Verstappen foi direto ao ponto: "Não é muito a Fórmula 1. Parece mais a Fórmula E com esteroides". O piloto completou sua crítica afirmando que, embora o regulamento seja o mesmo para todas as equipes, a nova realidade exigirá adaptação de todos os competidores.
"Simplesmente não é Fórmula 1. Talvez seja mais vantajoso pilotar na Fórmula E, não é? Porque lá tudo gira em torno da energia, eficiência e gerenciamento. Então, em termos de pilotagem, não é muito divertido", insistiu o campeão, que viu sua Red Bull com motor Ford terminar o dia na 17ª posição nos tempos.
Mudanças radicais no regulamento técnico
Os novos carros da principal categoria do automobilismo mundial passam por transformações profundas:
- Motores híbridos completamente reformulados
- Chassi com nova concepção aerodinâmica
- Sistema com botão "boost" para acelerações repentinas
- Foco em facilitar ultrapassagens durante as corridas
Os 22 monopostos que competirão na temporada 2026 incorporam essas mudanças técnicas significativas, que prometem alterar radicalmente a dinâmica das competições.
Ferrari domina primeiros testes
Enquanto Verstappen expressava suas críticas, a Ferrari do monegasco Charles Leclerc registrou o tempo mais rápido do dia, completando impressionantes 139 voltas no circuito de Sakhir. O tempo de 1m34s273 deu a Leclerc vantagem de 511 milésimos sobre o atual campeão mundial Lando Norris, que pilotou a McLaren por 149 voltas.
A surpresa positiva veio da equipe Haas, equipada com motores Ferrari. Depois do francês Esteban Ocon marcar o quarto melhor tempo na quarta-feira, seu companheiro de equipe Oliver Bearman ficou em terceiro lugar, apenas 1,121 segundos mais lento que Leclerc.
Polêmicas sobre igualdade competitiva
Os testes no Bahrein, que acontecem em duas sessões durante fevereiro (de 11 a 13 e de 18 a 20), também foram palco de controvérsias sobre a potência dos motores. O heptacampeão mundial Lewis Hamilton, agora na Ferrari, pediu formalmente à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que garanta condições igualitárias para todas as equipes.
Diversas escuderias acusam a Mercedes de ter encontrado uma brecha no novo regulamento para extrair mais potência do que o limite autorizado. O motor alemão também equipa as equipes McLaren, Alpine e Williams, aumentando as preocupações sobre equilíbrio competitivo.
O australiano Oscar Piastri, companheiro de Norris na McLaren, assumirá o volante na sexta-feira para continuar os trabalhos de desenvolvimento do novo carro. As críticas de Verstappen ecoam em um momento crucial de adaptação às novas regras que prometem revolucionar o esporte a motor mais popular do mundo.