Ingressos da Copa 2026 atingem valores astronômicos e geram polêmica
Copa 2026: ingressos com preços exorbitantes geram debate

Ingressos da Copa 2026: preços exorbitantes e a lógica do mercado

Os valores dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, têm causado espanto e gerado debates acalorados. Com preços que variam de 60 dólares a impressionantes 23 mil dólares nos lotes oficiais, e chegando a 865 mil dólares na revenda para a final, a situação levanta questões sobre a política de precificação adotada pela Fifa.

A lei da oferta e da demanda em ação

Para entender esses números, é preciso recorrer a conceitos econômicos clássicos, como a lei da oferta e da demanda, formulada por John Locke e refinada por Adam Smith. Em resumo, o preço é determinado pela relação entre a disponibilidade do produto e o interesse dos consumidores. No caso da Copa, a demanda altíssima por ingressos, combinada com a oferta limitada, resulta em valores estratosféricos. A Fifa criou um site oficial de revenda para evitar cambistas, mas foi justamente nesse ambiente que os preços dispararam.

Comparações com outros eventos

Para efeito de comparação, o Super Bowl deste ano teve ingressos a partir de 74.500 dólares, com alguns chegando a 900 mil dólares. Já a final da Copa do Catar, em 2022, custava 11 mil dólares no lançamento, metade do valor atual. Um ingresso para Brasil contra Marrocos, na fase de grupos, sai por 5.100 dólares na revenda. Esses números mostram que a Copa de 2026 está em outro patamar de preços.

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Críticas e defesa da Fifa

A política de preços da Fifa tem sido alvo de críticas. Dois deputados americanos enviaram uma carta a Gianni Infantino, presidente da entidade, pedindo explicações e manifestando preocupação com a possibilidade de estádios vazios. Eles acusam a Fifa de reduzir a oferta de ingressos para criar uma sensação de escassez e inflacionar os preços. A Fifa nega as acusações. Infantino justificou os valores afirmando que é preciso “olhar para o mercado” e que os preços refletem a realidade do entretenimento nos Estados Unidos, o país com a indústria de entretenimento mais desenvolvida do mundo. Vale lembrar que a Fifa lucra 15% sobre cada venda e cada compra na revenda oficial.

O papel da paixão pelo futebol

Por trás dos números, está a paixão dos torcedores, dispostos a pagar valores absurdos para ver seus times. Como disse John Locke, “as pessoas sempre esquecem que a felicidade humana é uma atitude mental e não depende de circunstâncias”. No entanto, para muitos, a felicidade de assistir a uma partida de futebol tem um preço – e ele é cada vez mais alto. A expectativa é que a Fifa fature 11 bilhões de dólares com a Copa, o que explica, em parte, a política de preços adotada.

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