Casagrande critica distanciamento da seleção brasileira do torcedor
Casagrande: seleção se afastou do torcedor

O ex-jogador e comentarista Casagrande opinou sobre o distanciamento entre a seleção brasileira e o torcedor. Para ele, a paixão pela equipe nacional diminuiu, mas não por falta de títulos. Em entrevista, ele listou diversos fatores que contribuíram para esse afastamento.

Polarização política afetou a identidade da camisa amarela

Casagrande destacou que o principal motivo foi a polarização política, que associou a camisa amarela a um lado específico. Segundo ele, independentemente da posição política, a camisa da seleção se tornou antipática para grande parte dos brasileiros. Ele lembrou que, entre 1970 e 1994, o Brasil passou por um longo período sem títulos, mas o torcedor continuava apaixonado pela seleção.

Falta de identificação com os jogadores

Outro ponto levantado foi a saída precoce dos jogadores para o exterior, o que impede a criação de ídolos no futebol brasileiro. Casagrande afirmou que a seleção atual é formada quase inteiramente por atletas que se desenvolveram fora do Brasil, com exceção de Estêvão e Endrick, que são os mais próximos do torcedor.

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Ostentação e comportamento distante

O comentarista também criticou a ostentação de bens materiais pelos jogadores, que afasta a realidade deles da maioria da população. Além disso, ele apontou o uso de fones de ouvido pelos atletas quando estão perto dos torcedores, interpretando isso como uma mensagem de que não querem ouvir ou saber o que os fãs pensam.

Casagrande concluiu que esses comportamentos criam uma barreira entre a seleção e o povo, algo que não era visto nas décadas de 1970, 1980 e 1990, quando os jogadores eram vistos como mais próximos da torcida.

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