Brasil faz história no esqui alpino com título inédito de Lucas Braathen
Nesta terça-feira, 24 de março de 2026, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen escreveu um capítulo histórico para o esporte brasileiro ao conquistar o Globo de Cristal na categoria slalom gigante da Copa do Mundo de Esqui Alpino. A vitória na etapa de Lillehammer, na Noruega, coroou uma temporada perfeita e marcou a primeira vez que o Brasil alcança o título máximo no circuito de elite da modalidade.
Domínio absoluto na etapa decisiva
A performance de Braathen em Lillehammer foi absolutamente dominante. O atleta brasileiro estabeleceu o melhor tempo na primeira descida, marcando 1min11s24, e encerrou a prova com tempo combinado de 2min20s65, superando competidores de alto nível como o suíço Loic Meillard e o norueguês Atle Lie McGrath.
No panorama geral da temporada, Braathen acumulou 547 pontos, superando os 495 pontos do suíço Marco Odermatt, que até o início da etapa final liderava o ranking com vantagem de 48 pontos sobre o brasileiro. A virada tornou-se ainda mais acessível quando Odermatt cometeu erros em um dos setores e abandonou a primeira descida, abrindo caminho definitivo para a consagração brasileira.
Temporada histórica com conquistas memoráveis
O Globo de Cristal representa o capítulo mais recente de uma temporada que já havia entrado para os anais do esporte brasileiro. Há pouco mais de um mês, o esquiador de 25 anos conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Milão-Cortina 2026. Ao reunir o ouro olímpico e o título da Copa do Mundo em uma única temporada, Braathen consolida-se entre os maiores nomes do esqui mundial contemporâneo.
Trajetória singular sob a bandeira brasileira
A jornada de Braathen sob a bandeira brasileira possui um contexto particularmente interessante. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta defendeu a Noruega até 2023 – país pelo qual também havia conquistado um Globo de Cristal – antes de realizar a troca de nacionalidade esportiva. A decisão ocorreu após conflitos com a federação norueguesa sobre seus direitos de imagem e a gestão autônoma de sua carreira.
A polêmica mudança, que gerou discussões na época, revelou-se transformadora para o atleta. Sob as cores do Brasil, Braathen reencontrou a alegria nas pistas e os resultados surgiram com uma velocidade que poucos especialistas do esporte internacional antecipavam. Sua adaptação e desempenho excepcionais demonstram como a mudança de ambiente competitivo pode impactar positivamente a carreira de um atleta de elite.
A conquista do Globo de Cristal não apenas celebra o talento individual de Braathen, mas também marca um momento significativo para o desenvolvimento do esqui alpino no Brasil, inspirando novas gerações de atletas e ampliando o reconhecimento internacional do país em modalidades de inverno.



