Justiça Federal esclarece: Igreja de 400 anos em Estância será realocada, não destruída
Igreja de 400 anos em Estância será realocada, não destruída

Justiça Federal esclarece decisão sobre igreja centenária em Estância

A Justiça Federal em Sergipe (JFSE) emitiu um esclarecimento crucial nesta segunda-feira (13) sobre a polêmica envolvendo a Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, localizada na Praia do Saco, em Estância. Após a repercussão de uma determinação judicial que ordenava a desmontagem do templo, a instituição judicial afirmou categoricamente que não houve ordem de destruição do local, que possui mais de 400 anos e é considerado um patrimônio histórico, cultural e religioso do município.

Preservação diante do avanço do mar

Segundo a JFSE, a medida adotada foi pensada especificamente na preservação da igreja, diante do risco concreto de destruição causado pelo avanço do mar e pela erosão costeira na região. A decisão judicial reconhece o valor cultural do edifício e, por isso, a solução escolhida foi sua conservação através de um procedimento técnico minucioso.

Esse procedimento inclui:

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  • Documentação detalhada de suas características arquitetônicas
  • Desmontagem especializada por equipes qualificadas
  • Reconstrução em um lugar mais seguro da Praia do Saco

Questões sobre tombamento e antiguidade

A Justiça Federal também informou que a igreja não é tombada pela União, pelo Estado de Sergipe ou pelo Município de Estância. Além disso, a instituição destacou que não foram apresentados elementos suficientes para afirmar com certeza que a construção remonta ao século XVI, embora a tradição local atribua essa antiguidade ao templo.

Vale ressaltar que a Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem passou por uma reforma há pouco tempo, conforme registrado em fotografias que circulam nas redes sociais e em veículos de comunicação.

Reação da comunidade local

No último domingo, a comunidade da Praia do Saco realizou um ato público na igreja contra a decisão judicial. Moradores e fiéis demonstraram sua preocupação com o futuro do templo que faz parte de sua história e identidade cultural.

Apesar da reação comunitária, a Justiça Federal mantém que o processo de realocação é a única alternativa viável para garantir que a igreja não seja perdida para as forças da natureza, que continuam a avançar sobre a costa sergipana.

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