Rodrigo Maranhão retoma carreira autoral com álbum 'O amor e o tempo'
O cantor, compositor, violonista e cavaquinhista carioca Rodrigo Maranhão, conhecido como fundador do bloco Bangalafumenga, está promovendo seu mais recente trabalho fonográfico. Intitulado 'O amor e o tempo', o álbum foi lançado em 28 de janeiro e marca um retorno significativo à discografia autoral após quatro anos do último lançamento, 'Mercado das flores' (2022).
Detalhes do álbum e produção musical
O álbum conta com dez músicas inéditas de autoria própria de Maranhão, todas gravadas sob a produção musical de João Viana. A formação da banda base incluiu músicos renomados como Alberto Continentino no baixo, Davi Moraes na guitarra, João Viana na bateria e Pretinho da Serrinha na percussão. Conforme a necessidade de cada faixa, outros instrumentistas foram incorporados às gravações.
Pretinho da Serrinha, além de tocar toda a percussão do álbum, também compôs em parceria com Rodrigo Maranhão a música 'Levanta povo', demonstrando a colaboração criativa que permeia o projeto.
Parcerias e repertório autoral
O repertório de 'O amor e o tempo' é inteiramente autoral e apresenta diversas parcerias de Maranhão com outros compositores. Entre elas, destacam-se:
- Chico Chico participa em 'Samba torto', uma parceria de Maranhão com João Cavalcanti.
- Mart'nália contribui em 'Saudade de nós', samba composto por Maranhão com Moyseis Marques.
- Parcerias com Gabriel Moura resultaram nas músicas 'Eu sou Flamengo' e 'Sebastiana'.
- Zé Paulo Becker colaborou em 'Saracuteio'.
Sozinho, Rodrigo Maranhão assina as composições 'Samba vagabundo', 'Fora da cadência' e a faixa-título 'O amor e o tempo'. O álbum é centrado na vivência do samba ouvido e tocado nas ruas e blocos, refletindo o que o artista chama de 'regionalidade carioca'.
Contexto da carreira e visão artística
Rodrigo Maranhão retoma sua discografia autoral quase 20 anos após sua estreia solo no mercado fonográfico com o álbum 'Bordado' (2007), que incluía canções já conhecidas nas vozes de Maria Rita e Roberta Sá. Dois anos após lançar o disco de intérprete 'Isso não é Maranhão' (2024), o artista volta a se dedicar à composição própria.
Em suas palavras, 'Quem mora no Rio de Janeiro se acha muito cosmopolita e esquece que é regional', uma reflexão que busca evitar o etnocentrismo que, segundo ele, embaça a visão cultural de muitos cariocas. O universo do disco gravita em torno dessa identidade local, celebrando o samba em sua essência urbana e comunitária.
Além da promoção do álbum, Maranhão segue ativo no Carnaval carioca, com o bloco Bangalafumenga tendo desfile confirmado para o próximo domingo, 15 de fevereiro, no Aterro do Flamengo, reforçando sua conexão com a cultura de rua que inspira sua música.



