Edson Gomes atrai público jovem no Lollapalooza 2026 com reggae de resistência
Edson Gomes atrai jovens no Lollapalooza com reggae de resistência

Edson Gomes conquista plateia jovem no Lollapalooza 2026 com mensagens de consciência social

O primeiro dia do Lollapalooza 2026 apresentou um cenário musical dividido entre o pop internacional e as raízes brasileiras. Enquanto Sabrina Carpenter atraía a maioria do público no palco principal, o Flying Fish recebeu algumas centenas de fãs dedicados ao cantor baiano Edson Gomes. Contrariando expectativas, a plateia era composta predominantemente por jovens, demonstrando a atualidade e relevância do artista.

Raízes baianas e consciência social

Naira Maria, enfermeira e estudante de fonoaudiologia de 26 anos, chegou ao festival às 11h e garantiu seu lugar no palco Flying Fish por volta das 19h, duas horas e meia antes da apresentação. Com família baiana, ela carrega o gênero reggae "enraizado desde a infância" e define Edson Gomes como o "Bob Marley brasileiro" e o "pai do reggae" nacional.

"O que me pega mesmo é a força das letras que abordam resistência, consciência social e críticas ao sistema", afirma Naira, que também é fã das bandas Ponto de Equilíbrio e Mato Seco. Veterana em apresentações do cantor, ela já tem ingresso comprado para outro show em julho e destaca a faixa "Criminalidade" como uma de suas favoritas. "O reggae abriu muito a minha mente", completa.

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Primeira experiência ao vivo com o ídolo

Milka Nunes, estudante de moda paulistana de 21 anos, trocou o pop de Sabrina Carpenter pelo reggae de resistência de Edson Gomes. Influenciada pelos pais, ela começou a consumir as músicas do artista baiano de forma independente há aproximadamente um ano.

A paulistana garantiu lugar na grade 50 minutos antes do show, após assistir à apresentação da banda Men I Trust. Em sua primeira experiência ao vivo com Edson Gomes, Milka afirma que o ponto alto esperado no repertório é o clássico "Árvore". "Quando ele tocar, eu vou chorar, tenho certeza", revelou com emoção.

Respeito aos artistas nacionais

Fernando Carvalho, publicitário de 37 anos, justificou sua escolha pelo artista baiano com um argumento simples e direto: "Dar uma moral pros artistas nacionais, né?". Ele afirma não ter uma música favorita específica do cantor, mas reconhece seu valor artístico. "Apesar de ele ser conservador, eu escuto muito no fone de ouvido", resume.

O público do Flying Fish demonstrou que, mesmo em um festival internacional como o Lollapalooza, a música brasileira com conteúdo social e crítico continua encontrando espaço e ressonância, especialmente entre as novas gerações que valorizam a autenticidade e as mensagens de transformação.

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