Banda Varanda de Juiz de Fora leva indie mineiro ao palco do Lollapalooza 2026
Banda Varanda de Juiz de Fora se apresenta no Lollapalooza

Banda Varanda de Juiz de Fora leva indie mineiro ao palco do Lollapalooza 2026

A Banda Varanda, originária de Juiz de Fora, conquista um marco histórico neste sábado (22) ao se apresentar no prestigiado festival Lollapalooza, realizado em São Paulo. O quarteto mineiro integra o line-up de um dos eventos musicais mais importantes do planeta, com início marcado para as 13h40, prometendo manter a essência que construiu nos palcos de sua cidade natal.

Formação original e identidade preservada

A banda optou por levar ao festival sua formação original, composta por Augusto Vargas no baixo e vocais, Amélia do Carmo nos vocais, Bernardo Mehry na bateria e Mario Lorenzi na guitarra. Segundo o baterista Bernardo Mehry, a decisão visa preservar a autenticidade que define a banda ao vivo, mesmo diante da escala inédita do evento.

"Prezamos por fazer um show nós quatro, para não entregar algo diferente do que somos. Poderíamos levar músicos de apoio, mas não seria o que somos sempre", afirmou o músico, destacando o compromisso com a verdade artística.

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Desafio de adaptação e performance expandida

O grande desafio para a Varanda será transformar a proximidade e explosão características de seus shows em uma experiência para um público mais distante, em um espaço consideravelmente ampliado. A performance, já central nas apresentações do grupo, ganhará novas camadas com o uso de telões e iluminação especializada, sem abrir mão do contato direto com a plateia e do tom confessional das letras.

Entre os planos audaciosos está a possibilidade de descer do palco durante a apresentação. "Tô tentando entender como vou fazer isso", planejou a vocalista Amélia, enquanto Bernardo complementou: "Entender a dinâmica desse novo momento faz parte da graça".

Indie com identidade mineira em destaque nacional

Mais do que uma simples apresentação, este momento carrega um peso simbólico significativo. Em um cenário onde a música indie ainda se concentra predominantemente nos grandes centros urbanos, a Varanda leva ao festival uma trajetória construída fora desse eixo tradicional.

"É uma música que vem do interior, fora dos grandes polos", pontuou Amélia, destacando a representatividade da banda. Augusto Vargas acrescentou que o indie produzido em Minas Gerais carrega uma identidade própria, permeada por elementos da música brasileira que se destacam mesmo dentro de uma estrutura mais vinculada ao rock.

Segundo o guitarrista Mário Lorenzi, a Varanda se insere nesse movimento ao incorporar influências mineiras em variados estilos, do MPB ao rock regional. A origem em Juiz de Fora, nesse contexto, não surge como limitação, mas como parte ativa dessa construção artística singular.

Trajetória e convite surpreendente

Criada em 2019, a Varanda iniciou sua jornada com pequenos shows até lançar os primeiros singles em 2021. O primeiro disco de estúdio, "Beirada", lançado em 2024, já havia colocado o nome da banda no radar musical, mas o convite para o Lollapalooza chegou de forma inesperada.

O diretor do festival entrou em contato diretamente por mensagem no Instagram, pegando os integrantes completamente de surpresa. "Estávamos na estrada quando vimos a mensagem. Foi um choque, gritamos muito dentro do carro", revelou Augusto Vargas sobre o momento da descoberta.

A repercussão em Juiz de Fora foi imediata e emocionante. "Recebemos mensagens de pessoas que acompanham desde os primeiros shows e também de quem nunca tinha ouvido falar do grupo, mas que se sentiu parte dessa conquista", finalizou Amélia, demonstrando o orgulho compartilhado pela comunidade local.

Expectativas para o grande dia

O show no Lollapalooza marca não apenas um novo espaço de atuação, mas um novo tipo de encontro com o público. A banda deixa temporariamente o circuito onde já é reconhecida para se apresentar para uma plateia mais ampla, diversa e essencialmente desconhecida.

A expectativa é manter a essência que sempre caracterizou seu trabalho, agora diante de quem ainda não conhece sua música: um som que preenche o espaço, uma performance que marca quem assiste e a felicidade genuína em fazer história na cena musical juiz-forana.

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"Entregar o mesmo som, a mesma verdade de sempre. E cativar quem estiver ali, mesmo que não conheça a gente", concluiu Amélia, resumindo a filosofia que guiará a banda neste momento histórico de sua carreira.