Backing dancer do pagodão baiano revela preparação intensa para maratona de shows no Carnaval
Backing dancer do pagodão baiano se prepara para shows do Carnaval

Backing dancer do pagodão baiano detalha preparação para maratona de shows no Carnaval

No cenário musical brasileiro, é comum artistas levarem bandas completas, backing vocals e grupos de bailarinos para os palcos. No entanto, no pagodão baiano, uma figura tem ganhado destaque: a backing dancer ou backing dancer, mulheres que unem apoio vocal e performances de dança em shows ao vivo. Essa função desperta curiosidade nas redes sociais, com criadores de conteúdo brincando e dublando canções como se fossem essas profissionais.

Eu amo esses vídeos. As meninas entregam demais, é o máximo. O pessoal fica me marcando e eu dou muita risada, comenta a backing dancer Day Vieira, de 29 anos, que integra a equipe do cantor O Kannalha. Ela revela que, apesar das brincadeiras, equilibrar canto e dança ao vivo não é tarefa fácil.

Preparação intensa para o Carnaval

Em entrevista, Day Vieira destacou que tem se preparado rigorosamente para uma maratona de shows. Ao todo, serão 21 apresentações desde esta sexta-feira até 24 de fevereiro, período que inclui o Carnaval. Carnaval está chegando e é tenso, porque são muitas horas de show. Tem que ter preparo para aguentar, afirma ela.

Day é conhecida por versos marcantes como Meu Deus do céu, que baianinho gostoso e Eu fico fraquinha. Além de trabalhar com O Kannalha, ela atuou como dançarina e backing vocal para artistas como O Poeta, Hiago Danadinho e O Erótico.

Rotina de treinos e superação de desafios

Para conseguir dançar e cantar sem perder o fôlego, Day Vieira se exercita cinco vezes por semana, com sessões que duram entre uma hora e uma hora e trinta minutos. Em preparação para eventos intensos como o Carnaval, ela intensifica o cardio na esteira para melhorar a resistência.

Sua trajetória começou no Carnaval de 2019, inicialmente apenas como dançarina. Em 2020, uma banda de pagode, impressionada com vídeos dela cantando e tocando violão na internet, a convidou para ser backing vocal e dançarina. Apesar da timidez inicial para cantar em público, Day aceitou o desafio.

Ela enfrentou críticas no início da carreira, mas persistiu, dedicando-se a aprimorar a voz e a respiração. Eu ficava muito eufórica, tinha dificuldade para respirar, então comecei a pesquisar sobre respiração, qual a melhor forma de respirar para não me sentir ofegante, explica. Sempre contou com o apoio do namorado, com quem tem um relacionamento de três anos, e de sua enteada de 6 anos.

Dança como refúgio e superação pessoal

Day Vieira relembra que sempre gostou de dançar, mas precisou interromper a prática devido a mudanças frequentes de casa. O retorno à dança veio após uma perda gestacional aos 19 anos. Ela descreve que a gravidez foi normal até o nono mês, quando começou a sentir contrações fracas. Ao buscar atendimento médico, descobriu que o coração do bebê havia parado de bater, resultando em um parto normal induzido com o bebê nascendo sem vida.

Infelizmente o bebê já estava sem vida na minha barriga. Eu precisei ter um parto normal induzido e meu bebê nasceu sem vida, relembra, emocionada. A partir desse momento, a dança se tornou um refúgio e uma salvação. O que me tirou da solidão e de uma possível depressão foi justamente a dança, afirma.

Day passava quase o dia inteiro na academia, participando de todas as aulas de dança disponíveis. Parece que Deus colocou a dança novamente na minha vida para me ajudar, me dar energia, me dar força, sabe? Para continuar [a viver], reflete.

Sonhos futuros na música

Para o futuro, Day Vieira sonha em seguir carreira como cantora de samba ou arrocha, gêneros pelos quais é apaixonada. Sua história inspira não apenas pela dedicação profissional, mas também pela resiliência em superar desafios pessoais, mostrando como a arte pode ser uma força transformadora.