Trio elétrico de Salvador é declarado Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico
O trio elétrico, um dos símbolos mais emblemáticos do carnaval de Salvador, acaba de receber um reconhecimento oficial de grande importância. Nesta sexta-feira (6), foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) a lei que declara o trio elétrico como Patrimônio Imaterial, Cultural e Histórico da capital baiana. A medida foi sancionada pelo prefeito Bruno Reis, reforçando o valor cultural e histórico dessa tradição.
Importância cultural e histórica
De acordo com o texto da lei, fica oficialmente reconhecida a importância do trio elétrico para a cultura e a história de Salvador. A norma determina que o órgão municipal responsável pela proteção do patrimônio cultural adote as medidas necessárias para garantir o cumprimento da legislação. O documento foi assinado na quarta-feira (4) pelo prefeito e pelos secretários municipais Carlos Felipe Vazquez de Souza Leão e Ana Paula Andrade Matos Moreira.
Origens e evolução do trio elétrico
Criado na década de 1950 por Dodô e Osmar Macedo, o trio elétrico se consolidou como um dos principais símbolos culturais da cidade. O nome "trio" foi associado ao fato de que três pessoas faziam o som: a própria dupla criadora e o músico Temístocles Aragão. Já o "elétrico" surgiu da busca por amplificar o som dos instrumentos, uma inovação que revolucionou as festas de rua.
O primeiro desfile ocorreu na fobica, um carro aberto com um potente equipamento de som e um tipo de palco montado em um plano superior. No segundo ano, Dodô e Osmar levaram seus equipamentos para uma caminhonete. Posteriormente, na década de 1970, o trio elétrico evoluiu para o caminhão, formato que se tornou icônico no carnaval de Salvador.
Consolidação no carnaval
O trio elétrico é um dos elementos mais marcantes do carnaval de Salvador, festa que reúne milhões de foliões todos os anos nas ruas da capital baiana. Sua trajetória reflete a rica herança cultural da Bahia, misturando música, tecnologia e celebração popular. Com essa nova lei, a prefeitura busca preservar e valorizar essa tradição, assegurando que futuras gerações continuem a desfrutar desse patrimônio vivo.
A declaração como patrimônio imaterial, cultural e histórico não apenas homenageia o passado, mas também fortalece a identidade cultural de Salvador, promovendo o turismo e a economia local. É um passo significativo para manter viva a memória e a essência do carnaval baiano.



