6ª Semana Amapaense de Teatro transforma cidades em palcos vivos com programação gratuita
Semana de Teatro do Amapá leva arte a espaços urbanos gratuitamente

6ª Semana Amapaense de Teatro transforma cidades em palcos vivos com programação gratuita

A 6ª Semana Amapaense de Teatro tem início neste domingo (29) no Teatro Municipal Silvio Romero, localizado em Santana, com uma programação completamente gratuita que promete revolucionar a cena cultural do estado. O evento de abertura contará com os espetáculos “H-Urbanizados” e “Chica Fulô de Mandacaru”, marcando o começo de uma semana intensa de apresentações e intervenções culturais que transformam as cidades em verdadeiros palcos abertos.

Democratização da arte e ocupação urbana

Até o dia 5 de abril, artistas amapaenses ocuparão diversos espaços de Macapá e Santana, levando o teatro para além dos palcos tradicionais. Teatros, praças públicas, escolas, feiras e outros locais urbanos se transformam em espaços de imaginação e expressão artística. O objetivo central do evento é democratizar o acesso à arte, convidando o público a ocupar a cidade com um novo olhar, onde cada esquina pode virar plateia e cada cidadão é incentivado a redescobrir a arte no cotidiano.

Segundo Claudio Silva, representante do Conselho Diretor do Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro e Artes do Estado do Amapá (CAPTTA), o coletivo atua há 18 anos fortalecendo o teatro local. Ele destaca que a Semana dá protagonismo ao trabalho artístico, ocupando o cenário urbano com afeto e cidadania. “Mais do que teatro, fazemos desse ofício nossa morada, trincheira e portal para a imaginação e o ativismo social. Ocupar o espaço público é ocupar a cidade com arte. É lembrar que o teatro não vive apenas sob refletores, mas respira onde o povo está”, afirmou Claudio.

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Espetáculos de abertura com temas profundos

O espetáculo “H-Urbanizados”, do Grupo Âmago de Danças Contemporâneas, apresenta uma narrativa poderosa sobre uma floresta urbanizada, onde habitantes moldam suas próprias gaiolas e disputam pela sobrevivência, muitas vezes à custa da liberdade. A peça introduz o conceito do “ser H-urbanizado”: um humano que resiste à expropriação de si mesmo e da natureza, insurgindo-se contra forças que aprisionam corpos e esgotam a terra. O elenco inclui Aline Pires, Amanda Galvão, Gabriella Furtado, Guilherme Santos e Letícia Paixão, sob a direção de Pablo Sena.

“Chica Fulô de Mandacaru”, criado em 2018 pela Companhia Casa Circo, aborda temas cruciais como identidade, raça e questões sociais. A peça critica os casamentos arranjados, ainda presentes em contextos amazônicos, e propõe uma reflexão profunda sobre a emancipação feminina através da linguagem teatral. Com uma atuação marcante de Ana Caroline e direção de Jones Barsou, a montagem une discurso potente e qualidade estética, oferecendo uma experiência artística impactante.

Realização e parcerias culturais

A Semana Amapaense de Teatro é realizada pelo CAPTTA, em parceria com a Associação Ói Nóiz Akí, a Central de Produção Colaborativa (CPC), o Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Amapá e a Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult-AP). Essa colaboração reforça o compromisso com a valorização da cultura local e a promoção de eventos acessíveis a toda a população.

A iniciativa não apenas enriquece a cena cultural do Amapá, mas também fortalece a identidade artística regional, transformando espaços urbanos em locais de encontro, reflexão e celebração através da arte teatral.

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