Mocidade Alegre homenageia Léa Garcia no Carnaval 2026 com enredo sobre protagonismo negro
Mocidade Alegre exalta Léa Garcia no Carnaval 2026

Mocidade Alegre celebra Léa Garcia com enredo sobre força negra no Carnaval 2026

A escola de samba Mocidade Alegre anunciou seu enredo para o Carnaval 2026, intitulado "Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra", uma homenagem à atriz Léa Garcia. A agremiação busca exaltar o pioneirismo e o protagonismo negro através da trajetória da artista, que marcou a história do país e do mundo com papéis icônicos, como na novela "Escrava Isaura".

Detalhes do desfile e contexto histórico

A Mocidade Alegre será a terceira escola a desfilar no sábado, dia 14 de fevereiro, durante a segunda noite dos desfiles do Grupo Especial de São Paulo. Em 2025, a escola alcançou a quarta colocação no mesmo grupo, com o enredo "Quem não pode com mandinga não carrega patuá", demonstrando sua consistência e relevância no cenário carnavalesco.

O samba-enredo, composto por uma equipe de talentosos artistas incluindo Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso e Lucas Donato, entre outros, traz letras que evocam a ancestralidade e a resistência. A música inicia com saudações a orixás, como "Laroyê! Bate três vezes...Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!", reforçando a conexão com a cultura afro-brasileira.

Elementos do enredo e celebração da negritude

O enredo destaca a força da mulher negra, com versos como "A filha de Oxumarê que traz no sangue a força da mulher", e faz referências a obras significativas de Léa Garcia, como o filme "Quilombo". A letra também cita o personagem Orfeu, do clássico "Orfeu Negro", simbolizando a ascensão e a vitória da arte negra.

Além disso, a escola promete trazer uma narrativa que ressalta a expressão de liberdade e a coroação da negritude, com trechos como "A pele preta é armadura, no palco, expressão de liberdade". Isso reflete um compromisso em abordar temas sociais e culturais profundos durante o desfile.

Ficha técnica e organização da escola

A Mocidade Alegre, fundada em 24 de setembro de 1967, mantém suas cores oficiais verde e vermelho. Sob a presidência de Solange Cruz Bichara Rezende e a direção do carnavalesco Caio Araújo, a escola conta com uma equipe sólida, incluindo o mestre de bateria Mestre Sombra e o intérprete Igor Sorriso. A direção de harmonia é liderada por Daniel Sena, Fabio Cruz e Nyder Alcides, garantindo um espetáculo coordenado e impactante.

Com essa homenagem, a Mocidade Alegre não apenas celebra uma figura histórica, mas também reforça seu papel na promoção da diversidade e da representatividade no Carnaval brasileiro, esperando conquistar o público e os jurados em 2026.