O carnavalesco e comentarista Milton Cunha, de 63 anos, trouxe uma análise histórica e contundente sobre a relação entre os bicheiros e o mundo do samba durante sua participação no programa semanal da coluna GENTE, da VEJA.
Uma relação histórica que não pode ser apagada
Durante a entrevista, que está disponível no canal da VEJA no YouTube, no streaming VEJA+, na TV Samsung Plus e também em formato de podcast no Spotify, Milton Cunha foi direto ao ponto. Ele afirmou que é impossível ignorar o papel que figuras ligadas ao jogo do bicho tiveram junto às comunidades carnavalescas a partir da década de 1960.
"Bom, primeiro que não se pode apagar a relação deles, dos anos 1960 para cá, com as comunidades", declarou o especialista, que é um símbolo do Carnaval brasileiro.
O papel dos bicheiros como líderes e investidores
Cunha detalhou o contexto que levou a essa aproximação. Segundo ele, as escolas de samba e suas comunidades, muitas vezes abandonadas pelo poder público e à própria sorte, encontraram nos bicheiros uma figura que assumiu a liderança e, principalmente, o financiamento necessário para a realização dos desfiles.
Para ilustrar seu ponto, o carnavalesco citou o exemplo dado por Gabriel David, atual presidente da LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro). "Quando Gabriel diz assim: 'Não, mas esse lugar é da minha família, a minha avó desfilava aí, minha mãe desfilava aí, agora minha mulher'", relatou Milton Cunha, destacando o caráter familiar e de tradição que muitas vezes se entrelaça com essa história.
Ele reforçou que, na ausência de outros apoios, "essas comunidades encontraram nos bicheiros alguém que liderasse e que desse o investimento, o dinheiro".
Onde assistir à entrevista completa
A conversa na íntegra com Milton Cunha está disponível no programa da coluna GENTE. O episódio vai ao ar toda segunda-feira e pode ser acompanhado por múltiplas plataformas:
- Canal da VEJA no YouTube
- Streaming VEJA+
- TV Samsung Plus
- Canal VEJA GENTE no Spotify, na versão podcast
A participação do carnavalesco, marcada para o dia 14 de janeiro de 2026, joga luz sobre um dos aspectos mais complexos e enraizados da cultura do Carnaval carioca e brasileiro, promovendo uma reflexão necessária sobre as origens do financiamento e da organização das maiores festas populares do país.