Lolla 2026: Lorde lidera ranking com 'Royals' e festival reúne 285 mil em SP
Lolla 2026: Lorde lidera ranking e atrai 285 mil em SP

Lollapalooza 2026 reúne multidão de 285 mil e coroa Lorde como grande atração

A décima terceira edição do Lollapalooza Brasil consolidou-se como um dos principais eventos musicais do país, atraindo impressionantes 285 mil pessoas ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, durante os três dias de festival realizados entre sexta-feira (20) e domingo (22). O line-up diversificado contou com 71 artistas, incluindo 17 estreantes no Brasil, 38 atrações nacionais e 33 internacionais, demonstrando a capacidade do evento em trazer nomes em alta no cenário global.

Ranking dos melhores shows: Lorde lidera com apresentação histórica

Baseado em 18 reviews criteriosos que avaliaram relevância artística, performance no palco, reação do público, escolha de repertório e aspectos técnicos, o festival teve seus momentos altos e baixos. No topo do ranking, Lorde brilhou com uma apresentação memorável que reuniu a maior plateia do palco secundário. A artista neozelandesa apresentou versões do show da "Ultrasound Tour", promovendo o álbum "Virgin", e emocionou o público com hits como "Royals" e "Supercut".

O segundo lugar ficou com Lewis Capaldi, que demonstrou plena recuperação após pausa para tratamento da síndrome de Tourette, oferecendo um show emocionante de pós-britpop. Tyler, The Creator conquistou a terceira posição com um encerramento divertido repleto de love songs, apesar de competir com o girl group KATSEYE no mesmo horário.

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Outros destaques positivos do line-up

  • Sabrina Carpenter (4º lugar) realizou o que muitos consideram seu primeiro show verdadeiro no Brasil, com exceção do momento polêmico com Luísa Sonza
  • Chappell Roan (5º) provou ser uma performer capaz de comandar multidões de 85 mil pessoas
  • Skrillex (6º) mostrou sua evolução do dubstep agressivo para um som mais polido e mainstream
  • Doechii (7º) compensou o cancelamento de 2024 com performance energética e visual cigano
  • Blood Orange (8º) entregou show introspectivo e cuidadoso que agradou aos sentimentais alternativos
  • Turnstile (9º) trouxe hardcore evoluído com elementos eletrônicos e pop
  • RIIZE (10º) marcou a estreia do k-pop no Lolla Brasil, apesar do público reduzido

Os shows que decepcionaram no festival

No lado negativo da programação, Addison Rae liderou a lista dos piores shows com performance excessivamente baseada em playback e referências explícitas a Britney Spears. Interpol ficou em segundo, com som considerado muito próximo de "CD" e pouca interação. Deftones ocupou a terceira posição entre as decepções, com apresentação aquém das expectativas para uma banda do seu calibre.

Marina (ex-and the Diamonds) ficou em quarto, apesar de ser figurinha carimbada do festival, com show que privilegiou excessivamente o álbum atual. Edson Gomes completou a lista com plateia vazia que não correspondeu à celebração de seu anúncio no line-up.

O legado do Lollapalooza Brasil 2026

O festival comprovou sua capacidade de reunir artistas em diferentes fases da carreira, desde novatos como RIIZE (debut em 2023) até veteranos como Edson Gomes (cinco décadas de trajetória). A curadoria equilibrou nomes consagrados internacionalmente com atrações nacionais, mantendo o Lollapalooza como referência no calendário musical brasileiro. A reação do público aos diversos estilos musicais apresentados demonstra a maturidade do mercado festival brasileiro e sua abertura para diversidade sonora.

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