Lollapalooza 2026: Filas de 2 horas e corridas a R$ 150 marcam dispersão caótica
Lolla 2026: Filas de 2h e corridas a R$ 150 na dispersão

Caos na dispersão do Lollapalooza 2026 repete cenas de anos anteriores

A noite de sexta-feira (20) marcou o início do Lollapalooza 2026 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, mas a dispersão do público após os shows repetiu um cenário já conhecido dos frequentadores: plataformas de trem superlotadas e preços exorbitantes em aplicativos de transporte. Mesmo com estratégias para evitar aglomerações, muitos participantes enfrentaram horas de espera e dificuldades para retornar aos seus lares.

Estratégia de saída antecipada não evita o "perrengue"

O grupo de amigos formado por Tarsila Borsari, Nathalia Helen e Iago Nowacki decidiu sair do festival por volta das 22h30, antes do término do show principal de Sabrina Carpenter, na tentativa de escapar do caos tradicional da dispersão. No entanto, a estratégia não foi suficiente. "No começo as pessoas estavam até brincando, tinha música em carros de som, mas depois começaram a empurrar", relatou Tarsila. O trio só conseguiu embarcar no metrô à 0h10, após enfrentar longas filas e restrições de fluxo nas plataformas. A jornada até Perus, na Zona Norte, envolveu as linhas 9-Esmeralda e 7-Rubi da CPTM, com chegada somente depois das 4h da manhã.

Problemas na compra de bilhetes prolongam trajetos

A dentista Eliza Almendros, de 24 anos, e a enfermeira Ariane Dias, também de 24, deixaram o Autódromo às 23h, logo após o encerramento do show principal. O destino era Guarulhos, mas o trajeto só se completou quatro horas depois, às 3h deste sábado (21). Eliza destacou um fator crucial para o atraso: "O problema foram as pessoas que não compraram o bilhete do metrô antes e deixam para a última hora e atrapalha todo mundo". O percurso exigiu múltiplas baldeações, incluindo as linhas 9-Esmeralda, 4-Amarela e 3-Vermelha, evidenciando a complexidade do sistema de transporte naquela noite.

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Corrida de R$ 150 vira alternativa para fugir das filas

Para a estudante de publicidade Maria Eduarda Marques, de 23 anos, a paciência se esgotou após aguardar cerca de 40 minutos na fila da Estação Autódromo por volta das 23h. "Fila absurda, as pessoas estavam 'brecando' a passagem, ninguém passava para lugar nenhum", desabafou. Seu destino era a Vila Mariana, na Zona Sul, um trajeto que normalmente não ultrapassa 25 minutos de carro. Diante do impasse, ela optou por uma corrida em aplicativo de transporte, pagando R$ 150 pelo serviço. Para o segundo dia do festival, Maria Eduarda já traçou um novo plano: "Vou me juntar com os amigos e dividir um transporte por aplicativo de novo. Metrô nunca mais".

Reflexões sobre a logística do evento

Os relatos do primeiro dia do Lollapalooza 2026 destacam desafios recorrentes na gestão da dispersão de grandes eventos na cidade de São Paulo. A superlotação nas estações de trem e metrô, combinada com a alta demanda por transportes alternativos, cria um cenário de estresse e insegurança para o público. Enquanto alguns tentam antecipar a saída, outros enfrentam filas intermináveis e preços elevados, levantando questões sobre a eficácia das medidas de organização e a necessidade de melhorias na infraestrutura de transporte durante eventos de grande porte.

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