Presidente da Liga do Samba defende escolha de Virgínia Fonseca como rainha de bateria
Em entrevista exclusiva à coluna GENTE, Gabriel David, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba no grupo Especial do Rio de Janeiro, abordou as polêmicas envolvendo os preparativos finais para os desfiles de carnaval e fez uma defesa enfática da escolha de Virgínia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio.
Relevância midiática justifica posição
Questionado sobre as críticas à presença da influenciadora digital no cargo tradicional do carnaval carioca, David foi categórico em sua resposta. "Tudo que tiver muita relevância social vai gerar atração de todo mundo do ponto de vista midiático", afirmou o dirigente, que está em seu segundo ano de gestão à frente da entidade.
O presidente fez uma analogia com outros eventos esportivos de grande porte para explicar o fenômeno. "Se você vai na final da Copa do Mundo, vai ver muitas pessoas que não entendem de futebol. Muitas pessoas estão na final da Copa do Mundo, mas não entendem de futebol, porque elas querem estar lá. Na Fórmula 1, a mesma coisa. O carnaval não é diferente disso", argumentou.
Virgínia como figura de destaque nacional
Sobre a escolha específica da Grande Rio, David destacou que a escola sempre buscou para o cargo de rainha de bateria pessoas com notoriedade na mídia. "Acho que a Virgínia ocupa esse posto de forma brilhante", elogiou o presidente, acrescentando uma afirmação que tem gerado debates nas redes sociais.
"Talvez não tenha nenhuma mulher tão relevante midiaticamente nesse momento no Brasil como a Virgínia", declarou David, reforçando a posição da agremiação em manter a influenciadora como uma das principais atrações de seu desfile no Sambódromo.
Contexto da polêmica
A nomeação de Virgínia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio tem sido um dos assuntos mais comentados no mundo do samba durante este pré-carnaval. Enquanto alguns tradicionalistas questionam a escolha de uma personalidade digital para um cargo tradicionalmente ocupado por musas do carnaval, a direção da escola e agora a própria Liga das Escolas de Samba defendem a decisão como uma estratégia de modernização e ampliação do alcance do evento.
A entrevista com Gabriel David ocorre em meio aos preparativos finais para os desfiles das escolas de samba do grupo Especial, que prometem movimentar o Rio de Janeiro nas próximas semanas, com expectativa de grande audiência tanto nas arquibancadas quanto através das transmissões televisivas e nas plataformas digitais.



