Espetáculo 'Guadakan' celebra o Pantanal com música e dança gratuitas em Campo Grande
'Guadakan' leva música e dança do Pantanal ao teatro em Campo Grande

Espetáculo 'Guadakan' celebra o Pantanal com música e dança gratuitas em Campo Grande

Nesta sexta-feira, 27 de setembro, o Teatro Aracy Balabanian, localizado em Campo Grande, será palco de uma experiência artística única e imersiva. A Orquestra de Câmara do Pantanal e a Cia de Dança do Pantanal se unem para apresentar o espetáculo "Guadakan", que combina música e dança inspiradas na rica biodiversidade e na cultura vibrante do Pantanal. A entrada para o evento é completamente gratuita, oferecendo ao público uma oportunidade valiosa de conectar-se com a arte regional.

Integração com a COP15 e programação especial

A apresentação de "Guadakan" faz parte da programação oficial da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias, conhecida como COP15. Este evento global discute temas cruciais de preservação ambiental, e o espetáculo se alinha perfeitamente a esses debates, promovendo uma reflexão profunda sobre a relação entre arte, natureza e território. Antes do início principal, o público terá a chance de assistir ao Concerto Regional, executado ao vivo pela Orquestra de Câmara do Pantanal, com 20 músicos talentosos de Corumbá e Campo Grande interpretando uma sinfonia que homenageia a música regional.

Uma experiência sensorial compacta e poderosa

Em seguida, será exibida uma versão reduzida de "Guadakan", com duração aproximada de 20 minutos. Esta montagem adaptada mantém a essência artística da obra original, apresentando seis bailarinos e três músicos em cena. Inspirado nos ciclos da vida e nas espécies migratórias do bioma, o espetáculo convida os espectadores a refletirem sobre a importância da preservação ambiental. Através da união harmoniosa de música e movimento, "Guadakan" cria uma jornada sensorial que destaca o Pantanal como um espaço vivo, marcado pela diversidade cultural, ancestralidade e conexões que transcendem as fronteiras entre Brasil e Bolívia.

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Arte como ferramenta de transformação e conscientização

Segundo Márcia Rolon, diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, o espetáculo dialoga diretamente com as discussões globais sobre meio ambiente e sustentabilidade. "Quando levamos o Pantanal para o palco, estamos falando de um território que sente, todos os dias, os impactos das mudanças climáticas. A arte tem o poder de sensibilizar, provocar reflexão e reconectar as pessoas com a natureza. Estar em sintonia com esse debate, que também mobiliza a COP, é afirmar que cultura e meio ambiente caminham juntos", afirma Rolon. Com direção artística de Márcia Rolon, coreografia de Chico Neller e regência de Kaliza Alves, a produção reúne artistas experientes e jovens em formação, destacando a força cultural da região Centro-Oeste.

Iniciativa cultural e impacto social

Esta apresentação integra as ações do Pontão de Cultura Moinho Cultural Unindo Pontos, uma iniciativa reconhecida pelo Plano Nacional de Cultura Viva. O projeto atua na articulação e no fortalecimento de redes culturais em Mato Grosso do Sul, com foco especial na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Utilizando a arte como uma ferramenta poderosa de transformação social, o espetáculo "Guadakan" não apenas entreten, mas também educa e inspira, promovendo a conscientização sobre a necessidade urgente de proteger um dos biomas mais importantes do planeta.

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