Carnaval em SP: Custo de Blocos Varia de R$ 5 mil a R$ 700 mil, Refletindo Diversidade da Cidade
Custo de Blocos de Carnaval em SP Varia de R$ 5 mil a R$ 700 mil

Carnaval em São Paulo: Preços Variam de R$ 5 mil a Mais de R$ 700 mil por Bloco

Colocar um bloco de carnaval nas ruas de São Paulo pode representar um investimento que vai desde R$ 5 mil até valores superiores a R$ 700 mil. Essa ampla faixa de custos não reflete apenas o número de foliões, mas sim a pluralidade de carnavais que coexistem na metrópole, conforme explica Zé Cury, coordenador do Fórum de Blocos do Carnaval de Rua. São Paulo não tem um carnaval só. São vários carnavais acontecendo ao mesmo tempo, destaca ele, enfatizando que essa diversidade torna inviável estabelecer um preço padrão para os desfiles.

Fatores que Influenciam os Custos

Conforme o bloco cresce e se profissionaliza, os gastos aumentam significativamente. O carnaval começa com amigos tocando na rua. Mas, quando cresce, vêm a corda, o banheiro, a ambulância, o caminhão, a segurança. Aí a conta muda, relata Cury. Em 2026, a prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), reduziu o orçamento para estrutura do carnaval de rua em R$ 12 milhões, totalizando R$ 30,2 milhões, uma queda de 29% em relação aos R$ 42,5 milhões investidos em 2025, que contaram com patrocínio da Ambev.

Tipos de Blocos e Seus Custos Médios

Para entender essa variação, é possível categorizar os blocos em cinco tipos principais que convivem na cidade:

  1. Blocos na Quebrada: Custo médio de R$ 5 mil a R$ 25 mil. Surgem nas periferias, com forte vínculo territorial, desfilando para 500 a 2.000 pessoas. Estrutura simples, com voluntários e custos mínimos como corda e alimentação.
  2. Blocos da Classe Média: Custo médio de R$ 15 mil a R$ 40 mil. Criados nos últimos 10-12 anos, atraem 3.000 a 10 mil foliões. Incluem aluguel de caminhão de som, pagamento de músicos e melhor infraestrutura. Exemplo: Bloco do Paulicéia, com custo de cerca de R$ 20 mil.
  3. Blocos Urbanos e Empreendedores: Custo médio de R$ 25 mil a R$ 70 mil. Frequentemente homenageiam artistas, podendo atrair grandes públicos devido à localização. O Bloco Fuá, por exemplo, gasta cerca de R$ 50 mil anualmente, com foco em cultura popular.
  4. Blocos Ritualísticos: Custo variável, com foco em qualidade e continuidade. Ligados a tradições culturais ou projetos sociais, investem em oficinas e formação musical ao longo do ano, exigindo estrutura robusta para públicos de 10 mil a 30 mil pessoas.
  5. Blocos de Grande Porte: Custo médio de R$ 250 mil a R$ 700 mil ou mais. Atraem dezenas ou centenas de milhares de foliões, com trios elétricos, artistas conhecidos e equipes de produção extensas. O Baixo Augusta, por exemplo, supera R$ 700 mil em gastos, enquanto o Tarado Ni Você tem custo de cerca de R$ 400 mil.

Exigências de Segurança e Conclusão

Independentemente do tipo, a segurança tornou-se uma prioridade, com requisitos como planos detalhados, brigada de incêndio e ambulância obrigatórios. Quanto mais serviço você entrega, mais custa. Esta é a lógica, resume Cury, destacando que o carnaval paulistano espelha a própria diversidade da cidade, com investimentos que variam conforme a escala e o propósito de cada bloco.