Vale do Paraíba relembra passagens históricas de Oscar Schmidt, o Mão Santo
Vale do Paraíba relembra passagens de Oscar Schmidt

Vale do Paraíba revive momentos históricos com Oscar Schmidt, o maior ídolo do basquete brasileiro

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido carinhosamente como Mão Santo, protagonizou passagens marcantes no Vale do Paraíba ao longo de sua brilhante carreira. Moradores da região guardam com profundo carinho as vivências que tiveram com o atleta, que faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal em casa.

Primeira passagem em 1981: o início de uma lenda

O Mão Santo passou pela região pela primeira vez em 1981, quando ainda era uma jovem promessa do basquete nacional. Atuando pelo Sírio, Oscar enfrentou o São José no ginásio do Tênis Clube, em um jogo que já anunciava seu futuro estelar. O time joseense contava com Zé Geraldo, que se tornaria companheiro de Oscar na seleção brasileira anos depois.

"O Oscar sempre jogou com a camisa 14, mas eu usava o número 14 na seleção e ele foi obrigado a usar a 4. No começo, ele ficou quieto por estar chegando, mas um ano depois eu tive que passar a 14 pra ele", relembra o ex-jogador Zé Geraldo, destacando o respeito e a hierarquia que marcavam o basquete da época.

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Campos do Jordão: base da seleção em 1989

Já em 1989, Campos do Jordão foi escolhida como base de preparação da seleção brasileira para a Copa América de Basquete, disputada na Cidade do México. A escolha da cidade levou em conta a altitude semelhante à do local da competição, visando uma adaptação ideal dos atletas.

Durante mais de uma semana, o elenco treinou intensamente no ginásio municipal, atraindo a atenção e o carinho de moradores locais. A passagem ficou gravada na memória de vários torcedores que acompanhavam os treinamentos e, especialmente, a presença de Oscar Schmidt.

"Foram momentos emocionantes. A gente já ia dormir pensando que no dia seguinte teria a seleção e o Oscar. A gente acordava, tomava café e já ia pro ginásio na correria pra ver o Oscar treinar", conta Francisco Silva, um dos torcedores que viveu essa experiência única.

A estadia da seleção foi encerrada com um amistoso contra o México, vencido pelo Brasil. Na Copa América, a equipe terminou em terceiro lugar, com Oscar sendo o cestinha do torneio, consolidando sua fama de artilheiro implacável.

Última visita como jogador em 1997: um espetáculo inesquecível

A última visita de Oscar ao Vale do Paraíba como jogador ativo ocorreu em 1997. A quadra do Trianon, em Jacareí, recebeu o ídolo em uma partida pelo Campeonato Paulista, lotando o ginásio com fãs ansiosos para acompanhar sua atuação magistral.

O time da casa chegou a ir para o intervalo em vantagem, mas Oscar comandou uma virada espetacular do Bandeirantes, marcando impressionantes 38 pontos e reforçando seu apelido de “Mão Santo”. Ao fim da partida, deixou a quadra completamente cercado por fãs emocionados, em uma cena que simbolizava sua conexão única com o público.

Legado incomparável no basquete mundial

Oscar Schmidt somou 49.737 pontos ao longo de sua carreira e, por muitos anos, foi o maior pontuador da história do basquete mundial. Em 2024, foi superado por LeBron James, que alcançou 49.760 pontos em jogos oficiais, mas seu legado permanece imenso.

Pelos clubes, atuou por:

  • Palmeiras
  • Sírio
  • América
  • JuveCaserta
  • Pavia
  • Fórum/Valladolid
  • Corinthians
  • Bandeirantes
  • Mackenzie/Microcamp
  • Flamengo

Ao todo, conquistou oito títulos nacionais como jogador amador e profissional. Pela seleção brasileira, venceu três Sul-Americanos, duas Copas América e um Pan-Americano, deixando uma marca indelével no esporte nacional.

As memórias de Oscar Schmidt no Vale do Paraíba continuam vivas no coração dos moradores, que hoje lamentam sua partida, mas celebram os momentos gloriosos que compartilharam com o maior ídolo do basquete brasileiro.

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