NBA 2025/2026: Uma Temporada de Conflitos e Renovação
A temporada regular de 2025/2026 da NBA chega ao fim neste domingo (12), marcando o início do fim da década com um cenário complexo para a maior liga de basquete do mundo. O período expôs fragilidades significativas na gestão da liga, tanto dentro quanto fora das quadras, colocando o comissário Adam Silver em uma posição de reação constante diante de crises múltiplas.
Escândalos Abalam a Credibilidade da Liga
O ponto mais crítico da temporada foi o escândalo de apostas envolvendo Terry Rozier, do Miami Heat, investigado e divulgado pelo diretor do FBI, Kash Patel. Apesar de ter sido inocentado pela NBA anteriormente, Rozier viu a crise explodir em novembro, manchando a imagem da liga.
Como se não bastasse, Patel revelou em coletiva de imprensa que o técnico do Portland Trail Blazers, Chauncey Billups, estava envolvido em jogos de pôquer fraudados pela máfia. Curiosamente, a NBA manteve distância de discursos politizados durante o segundo mandato de Donald Trump, e o FBI nunca mais mencionou a liga publicamente.
Reação da NBA: Expansão como Distração
Diante da pressão desses incidentes, somada a problemas de audiência e público nos jogos, Adam Silver adotou uma postura mais reativa do que em anos anteriores. Para mudar o foco das notícias negativas, a liga apostou em nostalgia e crescimento.
A aprovação da expansão para Seattle e Las Vegas, prevista para daqui a dois anos, trouxe alívio na cobertura midiática. Os donos das franquias devem receber uma fatia financeira significativa com a entrada das novas equipes, tanto na NBA quanto na WNBA, injetando otimismo no cenário econômico da liga.
Destaques e Surpresas nas Quadras
Boston Celtics: Contrariando todas as expectativas, o time demonstrou resiliência impressionante. Sem Jayson Tatum por lesão prolongada e após a saída de Jrue Holiday, os Celtics construíram uma campanha sólida que terminou com a segunda colocação no Leste, mostrando cultura competitiva e adaptação exemplar.
NBA Cup: Na terceira edição do torneio, pouco mudou na percepção do público. Apesar dos esforços da liga e da transmissão da Amazon Prime, o título continua sem relevância, identidade, tradição ou significado competitivo real.
Personagens Memoráveis da Temporada
Anthony Davis viveu uma montanha-russa emocional: participou de uma das trocas mais impactantes da história recente (envolvendo Luka Doncic e Lakers), foi para o Dallas Mavericks, lesionou-se rapidamente e acabou no Washington Wizards.
Bam Adebayo, do Miami Heat, jamais esquecerá a temporada 25/26: marcou impressionantes 83 pontos justamente contra o Wizards de Davis.
Nova Geração Promissora
Dois calouros se destacaram: Cooper Flagg, do Dallas Mavericks, com médias próximas de double-double (21 pontos e 6 rebotes) e impacto imediato; e Kon Knueppel, do Charlotte Hornets, com volume ofensivo e eficiência nos arremessos (42% de 3 pontos). Ambos apresentam argumentos sólidos para possível premiação compartilhada.
V.J. Edgcombe, do Philadelphia 76ers, também demonstrou grande potencial ao longo da temporada.
Oportunidades Perdidas e Reconstruções
Milwaukee Bucks e Golden State Warriors falharam em montar elencos competitivos enquanto Giannis Antetokounmpo e Stephen Curry ainda atuam em alto nível. Ambos seguem produzindo em elite, mas com equipes desequilibradas e pouca profundidade.
O Memphis Grizzlies de Ja Morant chegou ao fim: com a troca de Jaren Jackson Jr., a diretoria abraçou o tanking, colocando Morant no mercado de transferências.
Surpresas Positivas
Phoenix Suns abandonou a estratégia baseada em nomes badalados como Bradley Beal e Kevin Durant, apostando em um elenco mais funcional com Jalen Green, Dillon Brooks e Collin Gillespie. Encontrou identidade defensiva e garantiu vaga no play-in, mantendo Devin Booker.
Atlanta Hawks também se destacou como time surpresa da temporada.
Brasil em Destaque
Com a saída de Chauncey Billups do Portland, Thiago Splitter assumiu como técnico principal na primeira semana da temporada. O brasileiro extraiu de um elenco jovem, liderado por Deni Avdija, uma vaga no play-in - resultado respeitável para uma equipe considerada frágil.
Gui Santos, no Golden State Warriors, cumpriu todas as etapas: draft, G League e banco, sempre com trabalho e consistência. Quando Steve Kerr começou a dar minutos, Santos respondeu bem, provando nível de NBA. Seu ápice foi em 25 de março, com 31 pontos contra o Brooklyn Nets.
Futuro do Basquete
Em abril, acontecem os torneios de base da Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ), do sub-12 ao sub-22. Além dos tradicionais Flamengo, Tijuca, Botafogo, Vasco e Fluminense, a Basquete S.A. participa pela primeira vez nas categorias sub-12 e sub-14, aumentando o número de jovens praticantes no estado.



