Justiça do Rio proíbe John Textor de vender jogadores do Botafogo por descumprimento
Justiça proíbe Textor de vender jogadores do Botafogo

Justiça do Rio proíbe John Textor de vender jogadores do Botafogo por descumprimento

A Justiça do Rio de Janeiro emitiu uma decisão que proíbe a venda de jogadores por parte da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. A medida, publicada nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, atende a um pedido de dirigentes associativos do clube e foi tomada pela 21ª Câmara de Direito Privado.

Descumprimento de decisão anterior

Segundo o desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, responsável pelo caso, o empresário americano John Textor, dono da SAF, não cumpriu ordens judiciais de decisões prévias. Em novembro de 2025, o mesmo desembargador havia determinado que Textor não poderia vender jogadores sem avisar os associados e o juízo.

No entanto, durante a atual janela de transferências, o Botafogo realizou vendas de atletas como Marlon Freitas, Savarino e David Ricardo, sem a autorização necessária dos associados, conforme apontado pelo juiz. Esse ato foi considerado um "descumprimento frontal" das determinações anteriores.

Conteúdo da decisão judicial

A decisão publicada prevê a "suspensão de todos os atos relativos a vendas e negociação de ativos" do Botafogo. Em seu texto, o desembargador Marinho destacou:

"Considerando as notícias da mídia, quanto a negociação açodada de atletas, determino, ad cautelam (por precaução), a suspensão de todos os atos relativos a vendas e negociação de ativos e quaisquer outros atos com reflexos econômicos face o clube, até que se comprove nos autos a estrita observância da decisão deste relator, bem como ciência inequívoca dos atos por todas as partes envolvidas no processo."

Impacto e contexto

Esta medida judicial surge em um momento de tensão entre a administração da SAF, liderada por John Textor, e os dirigentes associativos do Botafogo. A proibição afeta diretamente as operações de transferência do clube, podendo influenciar:

  • O planejamento esportivo para a temporada.
  • As finanças da SAF.
  • A relação entre Textor e os associados.

A decisão reforça a necessidade de transparência e cumprimento das normas legais em negociações envolvendo ativos do futebol brasileiro, especialmente em clubes que adotaram o modelo de SAF.