Manchester City supera sequência negativa com vitória, mas polêmica arbitral domina os holofotes
Após duas derrotas consecutivas – uma para o rival Manchester United por 2 a 0 e outra para o Bodø/Glimt por 3 a 1 – o Manchester City retomou o caminho das vitórias neste sábado. A equipe recebeu o Wolverhampton no Etihad Stadium e saiu vitoriosa por 2 a 0, com gols marcados por Omar Marmoush e Antoine Semenyo. As finalizações foram precisas e não deram qualquer chance de defesa ao experiente goleiro português José Sá.
Lance polêmico e críticas duras de Guardiola à arbitragem
No entanto, o apito final não trouxe apenas alívio para os Citizens. O técnico Pep Guardiola fez duras críticas ao árbitro inglês Farai Hallam, de 32 anos, que apitava sua primeira partida na Premier League. O motivo foi a decisão de não marcar um pênalti ainda no primeiro tempo, após um lance envolvendo Omar Marmoush, em que o defensor Yerson Mosquera, do Wolverhampton, pareceu tocar a bola com a mão.
O árbitro, utilizando o sistema de som do estádio, explicou a decisão para a torcida, que reagiu com intensas vaias: "Após a revisão, a bola atinge o braço do jogador do Wolverhampton, que está em posição natural. Por isso, a decisão tomada em campo será mantida".
Guardiola questiona critério do VAR e cita caso anterior
A justificativa, contudo, não convenceu o treinador espanhol. Em entrevista coletiva reproduzida pela emissora britânica Sky Sports, Guardiola ironizou: "O árbitro teve uma estreia fantástica. Agora todo mundo vai conhecê-lo. Acho que é a primeira vez que um árbitro vai ao VAR e anula um lance por considerar que a posição do braço é natural".
O técnico foi além e fez referência a um episódio recente envolvendo o lateral português Diogo Dalot, do Manchester United. "Tenho absoluta certeza de que Howard Webb [presidente do PGMOL, órgão responsável pela arbitragem na Inglaterra] vai aparecer amanhã na imprensa para explicar por que não foi pênalti, assim como fez contra o Manchester United, como se fosse a primeira vez, porque havia uma mínima dúvida", afirmou Guardiola.
Ele continuou: "Foi por isso que Jérémy Doku não pôde jogar na Noruega, por causa da ação de Diogo Dalot, mas ele está bem. Estou esperando para ver o que vai acontecer amanhã. Não esperem até quarta-feira, quando teremos Liga dos Campeões e estaremos ocupados. Que Howard Webb venha explicar amanhã por que aquilo não foi pênalti".
Relembrando o caso Diogo Dalot: o que realmente aconteceu?
Ao mencionar Diogo Dalot, Pep Guardiola se referia ao lance que marcou o tenso clássico da 22ª rodada da Premier League. Logo aos 11 minutos daquela partida, o lateral português atingiu o joelho direito de Jérémy Doku com as travas da chuteira. O atacante do Manchester City acabou sendo substituído por Divine Mukasa já nos minutos finais do confronto.
Na ocasião, o árbitro Anthony Taylor mostrou apenas o cartão amarelo ao jogador formado no FC Porto, decisão que foi confirmada pelo VAR e que gerou fortes críticas do treinador do Manchester City. "Poderíamos dizer que, com aquele cartão vermelho, o jogo teria sido diferente", afirmou Guardiola na época.
Posteriormente, a própria Premier League explicou, em suas plataformas oficiais, que o contato foi "considerado de raspão, e não com uso de força excessiva". A justificativa, no entanto, parece não ter sido suficiente para apaziguar os ânimos do técnico espanhol, que agora volta a questionar publicamente as decisões arbitrais.
A vitória por 2 a 0 coloca o Manchester City de volta aos trilhos na competição, mas as declarações de Guardiola indicam que a discussão sobre a arbitragem na Premier League está longe de terminar. O treinador demonstra clara insatisfação com a consistência das interpretações do VAR, especialmente em lances considerados cruciais para o desfecho das partidas.