Presidente da CBF se diz surpreso com meião 'Brasa' da Nike e reforça identidade verde e amarelo
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, declarou publicamente que foi "pego de surpresa" com a apresentação de um meião do uniforme da seleção brasileira pela Nike contendo a inscrição "Brasa" em vez de "Brasil". Em entrevista exclusiva à ESPN, o dirigente enfatizou que o lema definido pela empresa para sua campanha de marketing não estará presente no uniforme oficial dos jogadores durante as competições.
Respeito à bandeira e à tradição da seleção
"Fui pego um pouco de surpresa. O que me foi apresentado quando estava lá não tinha 'Brasa', mas sabíamos que havia uma campanha publicitária que seria feita para a Copa em relação a isso", explicou Xaud. Ele foi categórico ao afirmar: "De antemão, pelo respeito que tenho pela bandeira do Brasil, que todos já sabem, e pela seleção brasileira, não tem 'Brasa' no nosso uniforme principal."
O presidente da CBF esclareceu que, apesar de não ter tido conhecimento prévio da escolha feita pela patrocinadora, o meião em questão se trata apenas de uma campanha de divulgação isolada. "Isso foi feito pela Nike para uma campanha publicitária isolada, mas deixo claro que nosso uniforme é o nosso manto, verde e amarelo. Sempre deixo isso claro", reforçou.
Revisão de contratos e veto à camisa vermelha
Xaud revelou ainda que, como o contrato atual com a Nike foi assinado na gestão anterior, ele precisou se debruçar sobre uma série de questões assim que assumiu o cargo, em maio de 2025. Segundo o dirigente, uma das polêmicas mais sensíveis ocorreu após a ideia da fornecedora de lançar uma camisa vermelha para a seleção brasileira.
"Ao meu conhecimento, a partir do momento em que entrei, já no primeiro mês de gestão, nós nos debruçamos sobre assuntos importantes e vocês acompanharam comigo a questão da camisa vermelha, uma coisa que de princípio já barramos, pois eu sei da nossa identidade, da nossa cultura como brasileiros, como torcedores", detalhou o presidente.
Posicionamento apartidário e foco no futebol
Xaud aproveitou para destacar seu compromisso com o patriotismo e a neutralidade política dentro da entidade. "Essa questão do patriotismo, sempre deixo claro: independentemente de lado político, aqui não estamos para fazer política em cima do futebol, principalmente na CBF", afirmou, reforçando que a prioridade é preservar os símbolos nacionais e a tradição do futebol brasileiro.
A reportagem entrou em contato com a Nike para obter um posicionamento sobre as declarações, mas a empresa não respondeu até o momento da publicação deste artigo. A polêmica envolvendo elementos de uniforme e campanhas de marketing continua a gerar debates entre torcedores e especialistas sobre a identidade visual da seleção brasileira.



