Torcedores brasileiros investem alto para ver o hexa na Copa do Mundo nos EUA
Brasileiros investem alto para ver hexa na Copa nos EUA

Torcedores brasileiros se preparam para investir alto na busca pelo hexa na Copa do Mundo

Faltando apenas 74 dias para o início da Copa do Mundo, torcedores brasileiros estão unindo suas economias e se organizando para embarcar rumo à América do Norte, com o objetivo de acompanhar de perto as partidas da seleção brasileira. A expectativa é testemunhar in loco o fim de um jejum de 24 anos sem o título mundial, mesmo diante dos preços elevados dos ingressos, que não desanimam os aficionados. A esperança pela conquista do hexa permanece forte, independentemente da presença ou não de Neymar.

Atmosfera única e experiência cultural atraem os fãs

Além do privilégio de presenciar a elite do futebol mundial em ação, os torcedores destacam a atmosfera incomum que caracteriza a competição, com festas e confraternização entre as torcias, além da oportunidade de realizar uma viagem internacional para conhecer novos lugares e pessoas. O empresário Raphael Ravagnani, de 39 anos, natural de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, compartilha que suas primeiras lembranças das Copas remontam a 1994, nos Estados Unidos, quando se encantou pelo evento assistindo pela televisão.

"A partir dali, virou uma paixão à primeira vista. Acho que a Copa do Mundo é muito interessante porque tem um pacote completo: a festa, a decoração, juntar os familiares e amigos. Os álbuns de figurinha, as camisas, as mascotes. Fiquei fascinado", afirmou Ravagnani. Sua primeira experiência dentro dos estádios ocorreu duas décadas depois, em 2014, na Neo Química Arena, onde viu a Holanda vencer o Chile e a Argentina derrotar a Suíça.

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Viagens internacionais se tornam um hábito para os torcedores

Em 2018, após economizar por três anos, Ravagnani viajou para a Copa da Rússia com um grupo de amigos, percebendo a riqueza cultural e as trocas de experiências proporcionadas pelo evento. Ele também esteve no Qatar e agora se prepara para um giro pela América do Norte, acompanhado da esposa e de um amigo. A viagem inclui Toronto, para a estreia do Canadá, Nova York para a abertura do Brasil contra Marrocos, Filadélfia para o jogo contra o Haiti, e México para possíveis partidas da fase seguinte.

"Para mim, é inegociável ver um jogo no Estádio Azteca, extremamente clássico, que respira futebol", disse o empresário, que estima gastar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil com passagens, hospedagem, alimentação e ingressos. Já Ynara Costa, analista de sistemas de 54 anos de Campo Grande (MT), integrante do Movimento Verde Amarelo, acompanha Copas in loco desde 1994 e já participou de quatro finais.

Preços exorbitantes não desanimam os aficionados

"É meu investimento de vida. Deixo de trocar meu carro para fazer essas viagens", afirmou Ynara, que já tem ingressos garantidos para todos os jogos do Brasil. Ela e Ravagnani criticam os preços dos ingressos, que consideram desproporcionalmente altos nesta edição, com valores que saltaram de cerca de R$ 350 na Copa anterior para R$ 2.500 atualmente. Apesar disso, ambos acreditam que a "magia" e a "energia" da Copa, junto com a chance de ver o hexa histórico, compensam o investimento.

Expectativas e preocupações com a seleção brasileira

Ravagnani expressou confiança na equipe, destacando que, embora seja fã de Neymar, o time atual possui "peças incríveis" com uma "unicidade" que pode ser decisiva. Ynara, por sua vez, espera que Neymar esteja focado para convencer o técnico Carlo Ancelotti, evitando distrações. "Estou com uma expectativa muito boa. Temos um técnico muito experiente, com força para bancar suas decisões", disse ela, reconhecendo que outras seleções também são favoritas.

Questões imigratórias não são uma grande preocupação

Em meio às políticas imigratórias dos Estados Unidos, os torcedores brasileiros não demonstram grandes preocupações. Ynara afirmou não ter visto ninguém desistir da viagem por causa desse contexto, enquanto Ravagnani, que possui dupla nacionalidade, relatou que o processo de visto foi tranquilo para seu grupo. "Espero que as coisas estejam um pouco mais tranquilas até lá e que todos que queiram consigam ir", completou Ynara.

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