Fifa anuncia árbitros para Copa do Mundo 2026: Brasil lidera com nove representantes
Brasil tem nove árbitros na Copa do Mundo 2026 da Fifa

Fifa revela árbitros para a Copa do Mundo 2026: Brasil se destaca com nove nomes

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou oficialmente nesta quinta-feira, dia 9, a relação completa de árbitros que estarão atuando na próxima edição da Copa do Mundo, que será sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá. O Brasil emerge como o país com a maior representatividade na equipe de arbitragem, contando com um total de nove profissionais escalados para o torneio.

Composição da equipe brasileira e estrutura da Fifa

Dentre os representantes brasileiros, três foram designados como juízes principais: Raphael Claus, do estado de São Paulo; Wilton Pereira Sampaio, de Goiás; e Ramon Abatti Abel, de Santa Catarina. A lista de assistentes inclui cinco nomes: Bruno Boschillia, do Paraná; Bruno Pires, de Goiás; Danilo Manis, de São Paulo; Rodrigo Figueiredo, do Rio de Janeiro; e Rafael Alves, do Rio Grande do Sul. Além disso, Rodolpho Toski Marques, também do Paraná, atuará especificamente como árbitro assistente de vídeo (VAR).

Esta edição da Copa do Mundo será a maior da história, com 48 seleções participantes e um total de 104 partidas disputadas entre os dias 11 de junho e 19 de julho. Para administrar essa demanda sem precedentes, a Fifa escalou uma equipe robusta, composta por 52 árbitros principais, 88 auxiliares e 30 árbitros de vídeo. O Brasil se sobressai como a nação com o maior número de profissionais na lista, um feito que foi amplamente celebrado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação da CBF e contexto de crises recentes

Netto Góes, que recentemente assumiu o cargo de diretor de arbitragem da CBF, expressou entusiasmo com a notícia. "Não se trata apenas de um dado estatístico. É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da Fifa na arbitragem brasileira", declarou Góes.

No entanto, esse reconhecimento ocorre em um momento delicado para a arbitragem nacional. O setor tem enfrentado uma série de crises nos últimos meses. Em fevereiro, o ex-árbitro Rodrigo Martins Cintra assumiu a direção, durante a gestão do então presidente Ednaldo Rodrigues, que demitiu Wilson Luiz Seneme. Com a posse de Samir Xaud na presidência da CBF em maio, novas turbulências surgiram.

Em outubro, após uma rodada desastrosa no Campeonato Brasileiro, a confederação afastou vários árbitros e árbitros de vídeo responsáveis por erros graves. Um dos afastados foi justamente Ramon Abatti Abel, que foi retirado das escalas até novembro para "ser condicionado a treinamento, aprimoramento e avaliação interna, para posterior retorno às atividades".

Medidas de profissionalização e reestruturação

Desde então, a CBF implementou uma série de iniciativas visando melhorar a qualidade da arbitragem. A principal delas é o chamado "programa de profissionalização da arbitragem", que selecionou 72 árbitros para receber salários mensais fixos, além de bônus por desempenho. O investimento estimado para o biênio 2026/2027 é de aproximadamente R$ 195 milhões.

Na última terça-feira, dia 8, a entidade anunciou a criação de uma diretoria específica dedicada exclusivamente à arbitragem. Essa nova pasta é comandada por Netto Góes, que agora trabalha em conjunto com Rodrigo Martins Cintra, chefe da comissão de arbitragem. Segundo a CBF, essa medida "reforçou a estrutura de governança da arbitragem brasileira, seguindo padrão recomendado pela Fifa".

Rodrigo Martins Cintra comentou sobre a chegada de Netto Góes: "A chegada do Netto, que nos últimos seis meses esteve conosco no dia a dia da operação e conhecendo a fundo os árbitros, é muito bem-vinda, porque estamos somando forças. O que todos nós queremos após o primeiro passo, que é a profissionalização, é trazermos a arbitragem brasileira para ser uma das grandes potências na arbitragem mundial nos próximos anos".

Essas mudanças estruturais buscam não apenas resolver problemas imediatos, mas também posicionar a arbitragem brasileira como uma referência global no futuro, aproveitando o destaque conquistado na lista da Fifa para a Copa do Mundo 2026.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar