Professora acreana equilibra sala de aula com carreira de DJ em Rio Branco
Aldine Montenegro vive uma rotina dupla que encanta pela harmonia entre educação e entretenimento. Durante a semana, ela é professora de História, dedicando-se ao ensino em sala de aula. Nos fins de semana, transforma-se em DJ, comandando pistas de dança em Rio Branco. Para ela, ambas as atividades compartilham um elemento essencial: a troca direta com o público.
Raízes musicais desde a infância
A relação de Aldine com a música começou ainda na infância, dentro do próprio ambiente familiar. Criada em meio a músicos, sua formação artística foi profundamente influenciada por esse contexto. "Desde que me entendo por gente, estou envolvida com música. Meu avô tinha uma banda com os filhos e eu cresci no meio de músicos", relembra a profissional, que atua como DJ desde 2017.
Na adolescência, seu interesse musical intensificou-se, especialmente pelo rock. Com apoio familiar, aos 15 anos ganhou sua primeira guitarra e formou uma banda composta apenas por meninas. Embora o grupo tenha se desfeito posteriormente, Aldine manteve-se ativa no cenário musical, atuando na produção de diversos eventos.
Transição para as pick-ups
O ponto de virada ocorreu em 2015, quando Aldine começou a produzir em Rio Branco uma festa de uma produtora paulista. Enfrentando dificuldades para encontrar DJs disponíveis, ela decidiu tomar uma atitude inovadora: aprender ela mesma a arte de mixar músicas. "Tinha muita dificuldade de encontrar DJ porque, às vezes, eles já estavam tocando em outra festa. Então, comecei a cogitar aprender a tocar para tocar nas próprias festas que produzia", explica.
Em 2017, concretizou essa decisão, começando com um repertório alternativo voltado para indie e rock. Com o tempo e experiência, expandiu seus horizontes musicais, incorporando diversos estilos conforme as demandas dos eventos que passou a produzir.
Versatilidade e adaptação
Ao longo dos anos, Aldine desenvolveu uma versatilidade impressionante como DJ. "Para mim não tem tempo ruim. Toco desde brega até metal pesado", afirma. Ela destaca que sua abordagem vai além de simplesmente selecionar músicas: "Ser DJ não é só dar play em uma música, você está ali para mudar a noite de alguém, a festa de alguém".
Seu processo criativo inclui conversas prévias com os contratantes para entender o clima desejado para cada evento, permitindo a criação de sets personalizados. "Não é só chegar e colocar qualquer música. Dependendo do que você faz, muda completamente o evento de alguém", ressalta.
Equilíbrio entre duas paixões
Conciliar a agenda de apresentações com as responsabilidades em sala de aula exige organização. "Normalmente só faço tocadas sexta ou sábado. Durante a semana fica complicado porque no outro dia preciso estar em sala de aula", detalha Aldine.
A paixão pela música já começa a influenciar as próximas gerações de sua família, com seu filho seguindo caminho similar como baterista. Para a acreana, trabalhar com música transcende o aspecto profissional: "É muito prazeroso fazer parte de momentos especiais das pessoas e receber o carinho delas".
A trajetória de Aldine Montenegro exemplifica como paixões aparentemente distintas podem coexistir harmonicamente, criando uma vida profissional rica e multifacetada que beneficia tanto seus alunos quanto o público que frequenta suas apresentações musicais.



