Como 'Três Graças' cruzou fronteiras da TV e virou fenômeno cultural
Como 'Três Graças' cruzou fronteiras da TV

A novela "Três Graças", de Aguinaldo Silva, chega ao fim nesta sexta-feira (15). Ao longo dos meses em que foi exibida, conquistou um lugar especial entre as novelas recentes mais queridas da TV Globo. Graças ao carisma dos personagens e ao talento dos intérpretes, a história se expandiu para além da televisão, gerando uma novelinha vertical, uma turnê e até o reencontro de Belo e Viviane Araújo (na ficção). Entenda como a trama consolidou o sucesso ao cruzar a fronteira da TV.

Da vida real para a ficção

O reencontro de Viviane Araújo e Belo, quase 20 anos após a separação real, foi um dos pontos fortes de "Três Graças". O ex-casal da vida real topou "ficar junto" novamente em nome da dramaturgia, interpretando Consuelo e Misael, também ex-namorados. Eles reviveram algumas histórias, como "lavar roupa suja", visitas na prisão (um déjà vu?) e um beijão ao som de "Reinventar", de Belo. Com isso, a novela brincou com o limite entre vida real e ficção, atraindo o público pela fofoca e pela história.

Da TV para o celular

O casal "Loquinha" (Lorena e Juquinha, interpretadas por Alanis Guillen e Gabi Medvedovsky) foi um sucesso antes mesmo do primeiro beijo. Duas mulheres se relacionando em horário nobre reuniram uma multidão de fãs no Brasil e no exterior. O sucesso gerou um spin-off: "Loquinha", a novelinha vertical, estreou nas redes sociais da Globo paralelamente à exibição na TV. Foram 25 capítulos curtos, de cerca de 3 minutos cada, contando uma história distinta das duas personagens, com legendas em outros idiomas para o público internacional.

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Do set para os palcos

Com Xamã e Belo no elenco, era natural que tudo terminasse em show. Na reta final, "Três Graças" cruzou mais uma fronteira, indo das telas para os palcos: a novela engatou uma miniturnê com shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. As apresentações contam com participação de outros nomes do elenco (Sophie Charlotte, Gabi Medvedovsky, Alana Cabral, entre outros) e até de Negra Li, que canta a abertura "Clareou". O evento em São Paulo terá exibição do último capítulo nesta sexta (15), como se fosse final de Copa do Mundo.

Estratégia abraça vários públicos

Essa não é uma estratégia nova na Globo: durante o remake de "Vale Tudo", por exemplo, houve um perfil real para Maria de Fátima no Instagram. Mas "Três Graças" acertou ao fazer esse caminho com originalidade, atraindo e cultivando diferentes públicos: os fãs de Belo e Viviane Araújo, que consomem as músicas do cantor e curtiam o casal nos anos 2000; os fãs de Loquinha, em sua maioria o público LGBTQ+ e mais jovem; e o público noveleiro em geral, que com os shows pode aproveitar a novela de outra forma. Seja por curiosidade por um ex-casal, pela representatividade ou pela vontade de ver o elenco de perto, "Três Graças" teve um pouco para todo mundo, mostrando como a novela brasileira pode fazer parte da vida além dos capítulos diários na TV.

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