O diretor americano Spike Lee saiu em defesa da cinebiografia Michael, rebatendo as críticas de que o filme deveria abordar as acusações de pedofilia e abuso sexual infantil envolvendo o cantor. Em entrevista à CNN, Lee afirmou que tais reclamações são infundadas, pois a narrativa do longa se encerra em 1988, antes dos supostos incidentes.
A cronologia do filme
Segundo Spike Lee, as acusações contra Michael Jackson ocorreram após o período retratado no filme. “Se você é um crítico de cinema e está reclamando de tudo — de todas essas outras coisas —, o filme termina em 1988. As coisas sobre as quais você está falando, as acusações, acontecem depois. Então você está criticando o filme por algo que você quer que esteja lá, mas que não funciona na cronologia do filme”, argumentou o diretor.
A relação de Spike Lee com Michael Jackson
Spike Lee era amigo próximo de Michael Jackson e trabalhou com ele em diversos projetos. Ele dirigiu o clipe de They Don't Care About Us e também produziu dois documentários sobre o rei do pop: Bad 25 (2012) e Michael Jackson's Journey from Motown to Off the Wall (2016).
Sucesso de bilheteria
Apesar das controvérsias, a cinebiografia Michael tem obtido grande êxito nas bilheterias mundiais. Em apenas dois finais de semana desde sua estreia, o filme arrecadou impressionantes 423 milhões de dólares globalmente. Na primeira semana, tornou-se a cinebiografia com melhor desempenho em seu lançamento na história.
Foco na ascensão artística
O longa-metragem concentra-se na trajetória artística de Michael Jackson, desde sua infância como integrante dos Jackson Five até o início de sua carreira solo, destacando os álbuns Off the Wall (1979) e Thriller (1982), que revolucionaram a música pop. A narrativa se encerra em 1988, quando o cantor se preparava para a turnê mundial do disco Bad.
Para muitos críticos, a obra é considerada “chapa branca” por evitar os aspectos polêmicos da vida pessoal do astro. No entanto, Spike Lee defende que a escolha narrativa é coerente com o período abordado.



