A multiartista Efigênia Rolim, carinhosamente conhecida como Rainha do Papel de Bala, faleceu em Curitiba, no Paraná, aos 94 anos de idade. A notícia do óbito foi confirmada neste sábado, dia 28, mas a causa da morte não foi divulgada pela família ou por autoridades locais. Até o momento, não há informações disponíveis sobre os detalhes do velório e do sepultamento da artista.
Uma vida dedicada à arte sustentável
Efigênia Rolim ganhou o apelido de Rainha do Papel de Bala devido à sua metodologia de trabalho única e inovadora. Ela utilizava papel de bala, um material que normalmente seria descartado como lixo, para criar muitas de suas obras de arte, transformando resíduos em expressões criativas e sustentáveis. Essa abordagem não apenas destacou seu talento artístico, mas também promoveu uma mensagem de consciência ambiental e reciclagem.
Trajetória e reconhecimento nacional
Nascida em 1931, no estado de Minas Gerais, Efigênia se mudou para Curitiba em 1990, onde rapidamente se estabeleceu como uma das artistas populares mais renomadas do Brasil. Ao longo de décadas, ela participou ativamente de exposições e eventos culturais, tanto em nível local quanto regional e nacional, deixando uma marca indelével na cena artística brasileira.
Sua vida e obra inspiraram diversas produções culturais, incluindo peças de teatro, obras cinematográficas e literárias. Entre os destaques estão os documentários "Rainha do Papel", dos cineastas paranaenses Estevan Silveira e Tiomkim, lançado em 1999, e "O Filme da Rainha", do argentino Sérgio Mercurio, de 2006. Além disso, o livro "A Viagem de Efigênia Rolim nas Asas do Peixe Voador", da jornalista paranaense Dinah Ribas Pinheiro, celebra sua trajetória e legado.
Legado e homenagens
Em 2013, Efigênia Rolim recebeu o título de Cidadã Honorária de Curitiba, um reconhecimento público por suas contribuições à cultura e à comunidade. Sua arte, caracterizada pela criatividade e sustentabilidade, continua a inspirar novas gerações de artistas e ambientalistas, reforçando a importância da reutilização de materiais na expressão artística.
A perda de Efigênia Rolim é sentida profundamente no meio cultural brasileiro, mas seu legado como Rainha do Papel de Bala permanecerá vivo através de suas obras e das histórias que continuarão a ser contadas sobre sua vida dedicada à arte.



