Freida McFadden revela identidade real: é Sara Cohen, neurocirurgiã formada em Harvard
A escritora americana Freida McFadden, autora do sucesso literário A Empregada que se transformou em filme estrelado por Amanda Seyfried e Sydney Sweeney, finalmente decidiu compartilhar publicamente sua verdadeira identidade. Conhecida mundialmente pelo pseudônimo e por sua icônica peruca, a autora revelou em entrevista exclusiva ao USA Today que seu nome real é Sara Cohen e que, além de escritora best-seller, ela é uma neurocirurgiã formada pela prestigiada Universidade de Harvard.
Uma vida dupla entre a medicina e a literatura
Sara Cohen, que agora divide seu tempo entre Nova York e suas responsabilidades profissionais, explicou que a decisão de utilizar um pseudônimo foi estratégica desde o início de sua carreira literária. "Meu objetivo principal era manter segredo até estar completamente preparada para me afastar gradualmente do meu trabalho como médica", confessou a autora durante a entrevista. "Eu não queria que todos com quem trabalho soubessem repentinamente, pois isso poderia comprometer seriamente minha capacidade de exercer minhas funções médicas com a devida seriedade e foco".
A neurocirurgiã e escritora detalhou como conseguiu equilibrar ambas as profissões durante anos, até que o sucesso global de A Empregada e a crescente demanda por novos livros a obrigaram a reavaliar sua rotina. Atualmente, ela revelou que trabalha apenas uma ou duas vezes por mês como médica, dedicando a maior parte de seu tempo à carreira literária que a catapultou para a fama internacional.
O cansaço dos debates sobre sua identidade
Um dos motivos que a levou a revelar sua verdadeira identidade foi o desgaste causado pelas especulações constantes sobre quem ela realmente era. "Estou genuinamente cansada de as pessoas debaterem incessantemente se sou uma pessoa real ou se sou, na verdade, três homens diferentes escrevendo sob um mesmo pseudônimo", desabafou Sara Cohen, que mantinha seu rosto e profissão pública mesmo antes da revelação.
Apesar de ter compartilhado seu nome verdadeiro e detalhes íntimos de seu cotidiano, a autora foi enfática ao afirmar que continuará utilizando o pseudônimo Freida McFadden em todos os seus livros futuros. Essa decisão mantém a consistência com sua marca literária já estabelecida e reconhecida por milhões de leitores ao redor do mundo.
Pseudônimos na literatura: uma tradição que persiste
A prática de utilizar pseudônimos no mundo literário é mais comum do que muitos imaginam. Sara Cohen se junta a uma lista respeitável de autores que optaram por separar sua identidade civil de sua persona literária. Um caso recente e notável é o da autora-cientista Ali Hazelwood, que escreve romances ambientados em universidades e laboratórios, inspirados diretamente por seu próprio cotidiano como PhD em neurociência cognitiva e professora universitária.
Outros exemplos expressivos incluem a misteriosa Elena Ferrante e o enigmático Uketsu, autores cujas origens, rostos e nomes reais permanecem completamente desconhecidos do público, gerando curiosidade e intriga a cada novo lançamento. Esses casos demonstram como o anonimato pode se tornar parte integrante da identidade literária de um autor, criando uma aura de mistério que muitas vezes complementa a experiência de leitura.
A revelação de Sara Cohen como a verdadeira identidade por trás de Freida McFadden não apenas esclarece anos de especulação, mas também destaca a notável capacidade de uma profissional da medicina em construir uma carreira literária paralela de sucesso internacional, tudo enquanto mantinha um equilíbrio delicado entre duas vocações aparentemente distintas.



