Os desafios de ‘O Diabo Veste Prada 2’ para manter a acidez do original
Desafios de ‘O Diabo Veste Prada 2’ para manter a acidez

A aguardada sequência de O Diabo Veste Prada chega aos cinemas em 2026 com a missão de preservar a acidez que consagrou o filme original, ao mesmo tempo em que reflete as transformações do mundo da moda nas últimas duas décadas. Com um orçamento estimado em 150 milhões de dólares, a produção enfrenta o desafio de equilibrar crítica social e entretenimento lucrativo.

O fenômeno pop que não envelheceu

Lançado em 2006, O Diabo Veste Prada tornou-se um marco da cultura pop, mesmo retratando uma época em que a magreza e a palidez eram padrões de beleza dominantes, o consumismo era visto com naturalidade e a influência digital era incipiente. A comédia fashionista, estrelada por Anne Hathaway como a idealista Andy e Meryl Streep como a temida editora Miranda Priestly, conquistou novas gerações e se manteve relevante, apesar de elementos que hoje seriam alvo de críticas.

Atualizações necessárias

Na nova trama, Miranda enfrenta um escândalo que ameaça sua credibilidade, e Andy, agora uma jornalista respeitada, é recrutada para ajudar. O trailer já revela mudanças significativas: a nova assistente de Miranda é interpretada por Simone Ashley, atriz inglesa de ascendência indiana, trazendo diversidade ao elenco. Além disso, Anne Hathaway pediu que modelos consideradas “esqueléticas” não fossem utilizadas, uma resposta direta às críticas ao primeiro filme, onde sua personagem era chamada de gorda pela chefe.

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O terreno arenoso dos personagens

Miranda Priestly, antes vista como cruel e ambiciosa, hoje é reinterpretada por alguns como símbolo de poder feminino, com seus comentários ácidos transformados em memes. Já o namorado de Andy, Nate (Adrian Grenier), que a abandonou por se sentir preterido, é agora frequentemente criticado como machista. O roteiro, no entanto, oferece nuances: ambos os personagens têm espaço para justificar suas ações, inspirando a protagonista a buscar equilíbrio.

Uma produção que já nasce vitoriosa

Se o primeiro filme custou apenas 35 milhões de dólares, a sequência gastou cerca de 150 milhões, refletindo o enorme interesse de marcas – de refrigerantes a grifes de alta-costura – que disputaram espaço na produção. Até Anna Wintour, a inspiração real para Miranda, abraçou a sátira e participa ativamente da divulgação. Com estreia marcada para 30 de abril de 2026, O Diabo Veste Prada 2 promete entreter e provocar reflexões sobre as transformações da moda e da sociedade.

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