Bianca Andrade: Dia dos Namorados é para todos os afetos, não só casais
Bianca Andrade: Dia dos Namorados é para todos os afetos

Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, não quer que o Dia dos Namorados seja uma data restrita apenas aos casais. Solteira, a influenciadora planeja viver o 12 de junho como parte de um ano intenso de trabalho e autocuidado. "Aprendi a não ver a solteirice como a falta de alguma coisa", afirma ela ao F5.

Amor em todas as formas

Para Bianca, a data também pode abrir espaço para outros tipos de afeto. Ela sugere jantar com amigas, fazer um programa sozinha, se arrumar sem depender de ocasião ou apenas desacelerar como formas de atravessar o dia sem transformar uma folha do calendário em motivo de cobrança para que alguém engate um relacionamento.

Maternidade e carreira

Além da vida amorosa, Bianca tem tentado equilibrar outras áreas nos últimos anos. Ex-BBB, influenciadora, empresária e mãe de um menino de 4 anos (Cris, fruto do antigo relacionamento com o apresentador Fred Bruno), ela diz que sua relação com a profissão e com a vaidade mudou. "O puerpério foi muito cruel e me trouxe muita culpa em relação ao trabalho e ao autocuidado", diz. Hoje, busca lidar com a rotina de forma menos punitiva. Ela reconhece que vive uma realidade privilegiada, mas não tenta vender uma conciliação perfeita entre maternidade, empresa e exposição pública.

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O filho também mudou sua relação com o tempo. Bianca diz que sempre vai querer ficar mais com Cris e, ao mesmo tempo, se dedicar mais à empresa. A conta, admite, nunca fecha. "Ainda não descobri como me clonar e separar uma Bianca para cada área da minha vida, então vou balanceando como posso", comenta.

Cobranças sobre mulheres que empreendem

Bianca vê a maternidade como uma camada a mais dentro das cobranças dirigidas às mulheres que empreendem. Para ela, ainda existe a expectativa de que elas deem conta de tudo sem demonstrar fragilidade. Quando há filhos na equação, diz, o julgamento cresce ainda mais sobre a forma de trabalhar, se posicionar e criar a criança.

Desafios do empreendedorismo

Após anos à frente de negócios próprios, ela diz que o maior desafio ainda é sustentar o crescimento sem perder a essência de sua marca, Boca Rosa. Ela afirma que fazer uma empresa crescer exige decisões difíceis e maturidade emocional. "As pessoas veem a campanha pronta, o lançamento nas prateleiras, mas não sabem das noites sem dormir", comenta. Para ela, as redes sociais mostram o resultado, mas escondem a responsabilidade de liderar equipes e tomar decisões que afetam muita gente. "Empreender também é lidar com medo e insegurança o tempo inteiro."

Nesse ponto, a Boca Rosa aparece como uma extensão da própria trajetória de Bianca, mas também é um negócio que precisa se sustentar para além da figura da influenciadora. Ela tenta pensar os lançamentos a partir de três perspectivas: a Bianca consumidora, a Bianca criadora de conteúdo e a Bianca empresária. A primeira olha para a experiência de quem vai usar o produto no dia a dia. A segunda pensa em desejo, estética e conexão com a comunidade. A terceira avalia coerência de marca, inovação e construção a longo prazo. Na prática, essas camadas se misturam em cada decisão.

Colaboração com Ipanema

Esse raciocínio aparece na colaboração da Boca Rosa com a marca de sandálias Ipanema, lançada nesta quinta-feira (21). A parceria leva a identidade da marca de beleza para um produto de outro setor, com referências ao universo gourmand, ao trio de glosses Hidra Choco e à memória afetiva ligada ao cheiro de chocolate. Bianca participou da escolha da paleta de rosa e marrom e do conceito sensorial da coleção. Para ela, a sandália não deve funcionar apenas como item de uso cotidiano, mas carregar informação de moda, sensação, estética e identificação com a comunidade que acompanha a Boca Rosa. "O segredo é criar algo novo sem perder autenticidade", avalia.

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A colaboração com a marca de calçados reforça uma estratégia que Bianca tem perseguido em sua fase empresarial: expandir a presença da Boca Rosa para além da beleza sem abandonar o território em que foi construída. Ela acredita que estilo pessoal e construção de marca caminham juntos porque o consumo também passa pela identificação. O público, no seu entendimento, quer produtos que conversem com como ele se expressa. "Eu acredito muito nessa união entre moda, beleza e comunicação como uma experiência 360°", afirma. "As marcas mais fortes hoje são as que conseguem criar esse universo ao redor do produto, onde tudo conversa: da campanha às cores, da textura ao cheiro."