Super Mario Galaxy: O filme busca coesão, mas perde a diversão do antecessor
Super Mario Galaxy: filme tem história coesa, mas menos diversão

Super Mario Galaxy: O filme busca coesão narrativa, mas perde a magia do antecessor

O novo filme da franquia Mario, intitulado Super Mario Galaxy, representa uma tentativa clara de construir uma história mais coesa e bem estruturada em comparação com o sucesso estrondoso de 2023. No entanto, essa busca por um roteiro mais definido não necessariamente se traduz em uma experiência cinematográfica superior, especialmente quando se considera o fenômeno cultural que foi o primeiro longa.

O legado do primeiro filme e a inevitabilidade da sequência

Em 2023, Super Mario Bros. conquistou o mundo ao arrecadar mais de US$ 1,3 bilhão globalmente, um feito monumental para uma animação baseada em videogame. O segredo desse sucesso residiu em uma abordagem ousada: uma enxurrada pesada de referências diretas aos jogos icônicos da Nintendo, priorizando a nostalgia e o fan service em detrimento de um enredo complexo. Essa estratégia, embora criticada por alguns puristas, mostrou-se acertada ao cativar não apenas uma nova geração de fãs, mas também os pais que acompanharam os pequenos às salas de cinema.

Diante de um resultado financeiro e cultural tão expressivo, a produção de uma continuação era praticamente inevitável. Agora, Super Mario Galaxy estreia com a responsabilidade de manter o ímpeto e, ao mesmo tempo, oferecer algo novo aos espectadores.

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Aprimoramentos técnicos e uma narrativa mais delineada

Visualmente, a sequência é um espetáculo à parte. A Illumination, renomado estúdio por trás de sucessos como Minions, elevou o patamar dos gráficos, entregando cenários cósmicos deslumbrantes e animações ainda mais polidas. No aspecto narrativo, os roteiristas optaram por uma estrutura mais tradicional, com um começo, meio e fim claramente demarcados.

A trama se inspira diretamente no aclamado jogo de 2007, Super Mario Galaxy, acompanhando os irmãos encanadores Mario e Luigi em uma nova aventura intergaláctica. Após salvarem o Reino dos Cogumelos, eles se unem à princesa Peach para enfrentar um inimigo familiar, porém com ambições cósmicas. No decorrer da missão, a história encontra espaço para apresentar outros personagens queridos da franquia e até figuras de outros títulos da Nintendo, expandindo assim o universo cinematográfico da marca.

A ausência da diversão despreocupada

Apesar dos méritos técnicos e da busca por uma trama mais sólida, Super Mario Galaxy: O filme padece de uma carência significativa: a diversão despreocupada e frenética que caracterizou seu antecessor. Não se trata de um filme ruim – longe disso. A animação permanece colorida, vibrante e certamente capaz de entreter o público infantil, que provavelmente sairá dos cinemas encantado.

Contudo, para os espectadores mais atentos, que não se distraem facilmente com expressões caricatas e leis da física absurdas (típicas do universo Mario), a sensação de vazio narrativo pode ser palpável. A nostalgia constante, alimentada pela metralhadora de referências do primeiro filme, deu lugar a um enredo mais linear, que, embora coeso, carece da mesma energia e irreverência.

Curiosidade e conclusão

Você sabia? O nome completo de Mario é, na verdade, Mario Mario. Sim, Mario é o sobrenome da família, o que explica porque eles são conhecidos como os irmãos Mario.

Em suma, Super Mario Galaxy: O filme é uma produção competente que acerta ao oferecer uma história mais organizada e visuais de tirar o fôlego. No entanto, ao abrir mão do excesso de referências e do ritmo acelerado que conquistou milhões, ele perde um pouco da magia que transformou o primeiro longa em um fenômeno global. A sequência agradará aos fãs mais jovens e cumpre seu papel de expandir o universo, mas pode deixar os adultos com saudades da diversão inconsequente e repleta de easter eggs que definiu a estreia dos irmãos encanadores no cinema.

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