Após sete anos sem um lançamento cinematográfico da franquia Star Wars, O Mandaloriano e Grogu chega aos cinemas nesta quinta-feira (21) como uma tentativa de repetir o sucesso da série original. No entanto, o longa dirigido por Jon Favreau se revela uma aventura inconsequente, com trama rasa e momentos de humor raros.
Contexto da produção
Quando a série The Mandalorian estreou em 2019, o personagem Grogu (conhecido como Bebê Yoda) conquistou o público e revitalizou o interesse por Star Wars, em meio ao desempenho frustrante de Ascensão Skywalker (2019). A Lucasfilm e a Disney então investiram pesado em séries de streaming, mas a saturação logo chegou. Agora, a aposta é nos cinemas, mas o resultado é medíocre.
Enredo e problemas
A história se passa após os eventos da terceira temporada da série, mas antes de O Despertar da Força (2015). O caçador de recompensas Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu trabalham para a coronel Ward (Sigourney Weaver), da Nova República, combatendo facções que tentam restaurar o Império. A missão é localizar o filho de Jabba the Hutt para obter informações sobre um importante vilão.
O filme entrega uma série de sequências de ação repetitivas, que variam apenas pelos cenários: um planeta glacial, uma metrópole futurista, desertos e selvas. A simplicidade das situações não seria um problema se o tom não fosse tão contido e os acontecimentos tão inconsequentes.
Personagens caricatos
O filho de Jabba, dublado por Jeremy Allen White (O Urso), é um dos pontos mais fracos. Apesar de pertencer a uma espécie com aparência de minhoca, o personagem ganha bíceps e tanquinho devido à sua experiência como lutador em um coliseu espacial. O que poderia ser uma boa piada é tratado com seriedade pela direção de Favreau, que parece avessa ao humor e à criatividade típicos de uma aventura espacial.
Grogu como destaque
O maior respiro do longa é, surpreendentemente, Grogu. Quando o adorável fantoche tem liberdade para ocupar a tela sozinho ou com outros bonecos, o filme mostra seu potencial para entreter famílias. A rusticidade dos efeitos práticos remete a clássicos de Jim Henson, como Labirinto – A Magia do Tempo (1986), um estilo charmoso que se tornou raro devido ao domínio da computação gráfica.
No entanto, as peripécias espirituosas de Grogu não são suficientes para transformar O Mandaloriano e Grogu em uma diversão memorável. Após mais de duas horas previsíveis, o cansaço se impõe.



