Apresentadora brasileira se pronuncia após nome aparecer em documentos do caso Epstein
A Justiça dos Estados Unidos liberou mais 3 milhões de arquivos relacionados ao caso do bilionário Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual no país. Entre os documentos disponibilizados no site do Departamento de Justiça americano, surgiu o nome da apresentadora brasileira Luciana Gimenez, que imediatamente se manifestou para esclarecer a situação.
Negativa categórica da apresentadora
Em nota divulgada através de suas redes sociais na segunda-feira (9), Luciana Gimenez foi enfática ao afirmar que "nunca conheceu Jeffrey Epstein" e que "jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele". A apresentadora reforçou que nunca compactuou, nem compactuaria, com práticas ilícitas ou criminosas, e repudiou de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome a essas situações.
Contexto dos documentos bancários
Segundo a nota da equipe de Luciana, ao identificar a menção a seu nome nos arquivos, ela procurou o Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha conta, para entender o motivo da vinculação indevida. A apresentadora aguarda resposta formal do banco sobre o assunto.
Informações preliminares fornecidas pelo banco indicam que o governo americano solicitou registros financeiros de determinados períodos "sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica". Por isso, foram enviados e publicados documentos com nomes de vários clientes – incluindo o de Luciana – que, segundo a nota, "nada têm a ver com o caso em questão".
Explicação sobre as transações
O texto da equipe de Luciana detalha ainda que as transações atribuídas à apresentadora "referem-se exclusivamente a transferências de sua conta de investimentos para sua conta de pessoa física". Como são dados antigos, o banco estaria compilando as informações para comprovar que se tratavam de transferências internas da própria titular.
A apresentadora explicou que já foi compreendido que este é o contexto das informações divulgadas, mas que o banco continua trabalhando para formalizar essa comprovação documental.
Pedido por responsabilidade na divulgação
No comunicado publicado no Instagram, Luciana Gimenez afirmou que "permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários" e pediu "cautela, seriedade e responsabilidade" na divulgação das informações, a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação.
Recordação do caso Epstein
Jeffrey Epstein, bilionário norte-americano, foi acusado de comandar uma rede de tráfico sexual nos Estados Unidos. Ele morreu em 2019, após ficar um mês preso pelos crimes. Segundo as autoridades, Epstein cometeu suicídio na prisão, embora essa versão tenha sido questionada por diversas fontes ao longo dos anos.
A liberação dos 3 milhões de documentos faz parte do processo contínuo de investigação sobre as atividades criminosas de Epstein e sua rede de contatos, que incluía personalidades influentes de diversos setores da sociedade.
