Ex-modelo brasileira ameaça expor sistema corrupto de Melania Trump e acusa ex-presidente
Uma ex-amiga do casal Trump, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, ameaçou publicamente expor o que chamou de "sistema corrupto" da primeira-dama Melania Trump e referiu-se ao ex-presidente norte-americano Donald Trump como "pedófilo". As declarações explosivas surgiram como resposta direta à coletiva de imprensa de Melania, onde ela negou qualquer tipo de relação com o falecido predador sexual Jeffrey Epstein.
Ameaças públicas e acusações graves
"Vou destruir o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que faço na vida. Vou até ao fim - não tenho medo. Talvez devesse ter medo do que eu sei sobre quem você é e quem é o teu marido. Não tenho mais nada a perder. Vou derrubar o sistema todo. Tenha cuidado comigo, idiota", escreveu Ungaro em mensagem citada pelo jornal 'Folha de S. Paulo'.
A ex-modelo brasileira, de 41 anos, destacou que foi amiga do casal Trump durante aproximadamente duas décadas e anunciou que tomará medidas legais contra Melania e contra o "seu marido pedófilo". Ungaro afirmou ainda que a primeira-dama tinha conhecimento de sua detenção em um centro do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em 2025.
Contexto da deportação e disputa familiar
Segundo informações do New York Times, o ex-marido de Ungaro, Paolo Zampolli - ex-agente de modelos e aliado de Trump - teria perseguido a brasileira quando ela morava em Miami. Zampolli, que atualmente ocupa o cargo de enviado especial de Trump para parcerias globais, supostamente contactou um alto funcionário do ICE para denunciar que Amanda estava ilegalmente nos Estados Unidos.
Amanda Ungaro foi deportada em outubro de 2025, embora o Departamento de Segurança Interna tenha emitido comunicado explicando que a deportação ocorreu devido ao visto caducado há muito tempo. "Qualquer sugestão de que foi presa e removida por razões políticas ou favoritismo é falsa", afirmou a nota oficial.
Na época, Ungaro e Zampolli disputavam judicialmente a guarda do filho Giovanni, então com 15 anos, nos tribunais norte-americanos. Um porta-voz de Melania Trump declarou que a primeira-dama "não tem conhecimento nem envolvimento nos assuntos pessoais de Zampolli e Ungaro" e que "não teve nenhum contato" com o ICE.
Ligações com Jeffrey Epstein e revelações chocantes
Em entrevista ao jornal O Globo, Amanda Ungaro revelou que em 2002 viajou no avião privado de Jeffrey Epstein, conhecido como Lolita Express. A brasileira afirmou ter visto cerca de trinta garotas jovens acompanhando o predador sexual e sua cúmplice Ghislaine Maxwell.
"Tinha mais ou menos uma 30 garotas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelos", relatou Ungaro sobre a viagem de Paris para Nova York, na qual estava acompanhada por seu então agente Jean-Luc Brunel - conhecido como o 'olheiro' de Epstein no Brasil.
Acusações contra o ex-marido e relacionamento abusivo
Ainda em 2002, Ungaro conheceu o italiano Paolo Zampolli, com quem iniciou um relacionamento que durou 19 anos. Atualmente, a ex-modelo acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica, descrevendo incidentes ocorridos na mansão que dividiam em Gramercy, Nova York.
"Eu disse: 'Isso chama-se estupro. Eu fui abusada'. Ele reagiu com um sorriso", contou Ungaro, acrescentando que também foi agredida após se recusar a ter relações sexuais com Zampolli. A brasileira revelou ainda que durante o casamento era levada para festas organizadas pelo rapper Sean "Diddy" Combs - atualmente cumprindo pena de prisão - onde levava seu próprio empregado para garantir que nada fosse colocado em suas bebidas.
Conexões entre Zampolli, Trump e Epstein
Paolo Zampolli e Donald Trump mantêm amizade há vários anos, com o ex-agente de modelos ocupando atualmente cargo na administração do ex-presidente como enviado especial para parcerias globais. A relação profissional entre os dois começou oficialmente em 2004, mas foi durante as eleições presidenciais de 2016 que a amizade se transformou em lealdade pública.
Zampolli afirmou ter usado sua posição como agente de modelos para conseguir um visto de trabalho para Melania Trump quando questões sobre políticas migratórias surgiram durante a campanha eleitoral. O círculo social de Zampolli e Trump incluía ainda Jeffrey Epstein - em 2004, o italiano e Epstein tentaram comprar a Elite Models, uma das maiores agências de modelo do mundo.
O nome de Paolo Zampolli aparece diversas vezes nos documentos de Epstein que vêm sendo divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano desde o final do ano passado, adicionando mais camadas a esta complexa rede de relações que agora é alvo de denúncias públicas por parte da ex-modelo brasileira.



