Nesta quinta-feira (21), o humorista Fábio Porchat sobe ao palco do Cine-Theatro Central, em Juiz de Fora, para apresentar o espetáculo 'Histórias do Porchat, turnê de despedida'. O stand-up reúne uma série de relatos absurdos e engraçados vividos pelo artista em suas viagens ao redor do mundo. Com ritmo acelerado e histórias inusitadas, a apresentação mistura improviso, memória e interação com o público. A promessa é arrancar risos da plateia do início ao fim.
“O espetáculo tem uma velocidade muito própria, um ritmo alucinante. Já me apresentei em mais de 500 lugares, para 500 mil pessoas. Então, está muito treinado. Chego em Juiz de Fora já quentinho para toda a mineirada dar risada”, afirmou Porchat.
Primeiros passos na comédia
Antes da apresentação, o artista conversou com a reportagem sobre o início da carreira, a importância da formação profissional e o incentivo do amigo Paulo Gustavo. Para o ator, a comédia foi, antes de tudo, uma escolha pessoal. “Sempre fui uma criança exibida, adorava chamar a atenção. Percebi que, quando falava algo com humor, as pessoas prestavam mais atenção em mim”, relembrou.
Ainda sem pretensões profissionais, o então estudante de Administração apresentou um esquete de humor no Programa do Jô, com texto próprio inspirado na série Os Normais. “Queria que aquele cara de quem eu era fã, uma sumidade nacional da comédia, olhasse para mim e dissesse: ‘você é engraçado’”. Na época, com 18 anos, ele nunca havia atuado profissionalmente no teatro, mas a experiência foi crucial para decidir seguir a carreira artística.
Formação na CAL e parceria com Paulo Gustavo
Porchat cursou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), ao lado de nomes como Paulo Gustavo e Marcus Majella. “A CAL foi fundamental na minha formação. Fui orientado e estimulado a seguir na profissão do jeito certo”, destacou. Segundo ele, o curso superior é importante para entender se o aluno pertence àquele mundo. “Um bom professor encoraja você a escrever e a correr atrás de outras coisas”.
Uma das primeiras peças roteirizadas e estreladas pelo recém-formado foi 'Infraturas', com Paulo Gustavo. “Foi mágico estar ao lado do Paulo no palco. A gente se formou junto e estreou a peça juntos”. Para Porchat, esse trabalho foi essencial para que ambos se apresentassem ao mundo como roteiristas e atores. “O Paulo sabia que seria uma estrela. Eu não tinha tanta certeza. Essa peça foi essencial para começarmos”.
Descoberta do stand-up
Foi Cláudio Torres Gonzaga, roteirista do Zorra Total, quem apresentou o formato stand-up a Porchat. “Nunca tinha ouvido falar. Ele disse: ‘Fábio, você conta histórias engraçadas, as pessoas prestam atenção. Não quer fazer stand-up?’”. Depois de descobrir o formato, Porchat percebeu que já havia escrito alguns stand-ups sem saber. “Mostrei para o Cláudio, ele falou: ‘É isso. Não quer se apresentar?’. Topei, fiz uma apresentação e foi super legal. Estava apavorado, mas em 2007 comecei e nunca mais parei”.
O humorista se encantou pelo stand-up. “O teatro é mágico. Ter pessoas na sua frente rindo, prestando atenção, é revigorante. Fazer comédia é de uma potência inexplicável”, confessou.
O espetáculo em Juiz de Fora
O show 'Histórias do Porchat, turnê de despedida' traz as aventuras mais malucas do artista. “Frente a frente com um gorila, um hipopótamo que quase me engoliu, uma dor de barriga num avião no Nepal sem banheiro. São situações com que as pessoas vão se identificar ou agradecer por não terem passado”, revelou.
Algumas histórias já foram contadas no programa 'Que História É Essa, Porchat?', outras são inéditas. “Nossa equipe cronometrou: a média é de uma risada a cada dez segundos”, prometeu. A apresentação terá duas sessões, às 19h e às 21h. Os ingressos estão disponíveis on-line.



